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16/03/2012 - Económico Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

“Postura anti-corrupção tem de começar no topo da empresa”

Por: Marta Reis

O especialista em corrupção veio a Portugal defender políticas claras por parte das empresas.

“Postura anti-corrupção tem de começar no topo da empresa”
Marta Reis
16/03/12 00:05
O combate à corrupção deve começar pelo topo de uma empresa, através de uma mensagem clara para toda a organização. Na opinião de Nick Kochan, autor do livro "Corruption - The New Corporate Challenge", deve haver também uma separação clara entre os cargos de CEO e de ‘chairman'. E considera a certificação dos administradores, que está a ser estudada pelo Instituto Português de Corporate Governance (IPCG), uma boa medida no combate à corrupção.

Como é que as empresas, com todos os desafios que enfrentam actualmente, devem lidar com a questão da corrupção?
As empresas estão sob uma pressão crescente por parte dos supervisores para garantir que não estão a negligenciar nem a pactuar com práticas de corrupção. E a razão por que digo isto é porque há uma proliferação de leis agora, com vista a eliminar a corrupção nas empresas, nomeadamente porque estas querem ganhar contratos em países onde, talvez, os funcionários públicos esperam ser subornados; estou a pensar particularmente em países em África, América Latina, Ásia, onde isto é comum. E muitas empresas têm de fazer uma escolha; avançarem para um contrato e correrem o risco de lhes ser pedido um suborno, ou decidirem não avançar para o contrato ou avançarem mas recusarem-se a dar um suborno, sendo que neste caso provavelmente não o vão ganhar.

Na sua opinião como é que os institutos de corporate governance, como o IPCG, podem ajudar as empresas a lidar com essas questões, com estes desafios?
A principal mensagem que é preciso passar é de que é necessário formação, treino, ‘due diligence' e uma mensagem corporativa, vinda do topo da empresa, de que não irá pactuar com práticas de corrupção e que, quem o fizer, terá a empresa contra si. Tem que começar no topo, ser bastante claro e haver esta educação em toda a empresa.

O presidente do IPCG disse que uma das coisas que está a ser estudada é a certificação dos administradores. Concorda que esta seria uma medida adequada?
Penso que é uma boa medida. A regulação e o registo, certificação dos administradores, é um bom sistema de precaução, para fazer com que não valha a pena a alguém correr riscos. Se correrem demasiados sabem que a sua carreira está em risco e aí pensarão duas vezes. No Reino Unido, se alguém tiver um comportamento errado pode ser proibido de ser administrador.

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