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14/03/2012 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa vendia agrotóxicos falsificados

Por: Adilson Rosa

Agricultores de Mato Grosso estavam sendo enganados ao comprar produtos altamente tóxicos pelo correio.

Sete pessoas foram presas durante a Operação Paracelsus, desencadeada pela Polícia Civil para desarticular um esquema de fabricação e venda de agrotóxicos com nota fiscal de vitamina especial.

Foram cumpridos também sete mandados de busca e apreensão no município de Bady Bassitt, no interior do Estado de São Paulo, e na cidade de São José do Rio Preto, onde um vendedor já está preso.

Pelo esquema, as vendas eram realizadas por telefone e os produtos despachados pelos Correios para compradores em todo o Brasil. O agrotóxico era enviado com notas fiscais de vitaminas especial, ao valor médio de R$ 2 mil, enquanto que o verdadeiro produto é comercializado por cerca de R$ 6 mil.

O esquema foi descoberto após a Delegacia apreender mais de 100 litros do Regent WG800, em caixas com notas fiscais de vitaminas, na agência distribuidora dos Correios, em Várzea Grande.

O produto fabricado com autorização pela empresa Basf, era falsificado em uma fábrica no município de Bady Bassitt, de onde era comercializado para todo o Brasil para uso em lavouras de soja.

O delegado da Delegacia de Meio Ambiente de Cuiabá, Carlos Fernando Cunha, disse que a agência do Correios desconfiou de algumas caixas e do conteúdo dos frascos.

“O produto que a Basf vende com permissão é destinado às indústrias de álcool, pois é muito concentrado, e esse estava sendo vendido para lavouras, colocando em risco milhares de pessoas. É um produto tóxico e invisível, que vai se acumulando no organismo”, afirmou.

O herbicida é considerado altamente tóxico e contém o princípio ativo Fipronil, utilizado para controle de pragas na plantação de cana-de-açúcar. O produto falsificado contém uma dosagem menor do princípio ativo. Ele era vendido em embalagens reutilizadas do verdadeiro produto, com rótulo e lacres falsos.

“É um veneno fortíssimo, que não sabemos de onde vem. É isso que queremos descobrir”, acrescentou o delegado.

As ordens judiciais são cumpridas na fábrica da empresa Biofarm, de produção de produtos orgânicos, que supostamente fabrica a versão falsa do agrotóxico, no escritório da empresa e também no call center, de onde eram feitas os pedidos.

Os investigados poderão responder por diversos crimes. Entre eles estelionato, por estarem enganando pessoas que compraram o produto de boa-fé; falsificação ou receptação ou contrabando, caso fique comprovado que o principio ativo seja roubado ou contrabandeado, transporte em desacordo com a legislação ambiental e formação de quadrilha.

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