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06/03/2012 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso técnico enganava e abusava de menores


“Parabéns! Você foi convocado para disputar a Taça Rio, no Rio de Janeiro. Entre em contato comigo nesse telefone”. Foi através de recados assim que cerca de 25 adolescentes foram atraídos para um golpe praticado por um estelionatário que se aproveitou dos sonhos dos adolescentes e para se apossar do dinheiro dos pais deles. Além de ladrão de sonhos, Luiz Carlos Rodrigues Pinto, mais conhecido como Ruan, também teria tentado ser um “Dom Juan da pedofilia” ao assediar sexualmente os garotos.

Desde novembro do ano passado Ruan convocava garotos de 15 a 17 anos de vários bairros da Grande Belém para treinar no campo do Rodoviário no Tenoné, sob a promessa de que eles disputariam um campeonato de renome. A doméstica Lúcia Peixoto, 34 anos, estima que deve ter investido cerca de R$ 2 mil desde novembro do ano passado, quando o suposto estelionatário passou a treinar o time. “Todo dia eu gastava com passagem de ônibus, dinheiro para o lanche”, relatou.

Denílson Belém Rodrigues era o auxiliar técnico de Ruan, mas disse que também não tinha suspeita de que estava ajudando um criminoso. “Nós tínhamos treinado 25 e pretendíamos levar pro Rio 18 atletas. A proposta era que viajássemos dia 29 de fevereiro, mas depois foi adiado para o dia 01”, detalhou. Denílson contou que só começou a desconfiar de que se tratava de um golpe quando na véspera da viagem Ruan passou a não atender mais o telefone.

O GOLPE

A linha de passe na qual pais e adolescentes foram envolvidos foi muito bem arquitetada pelo suposto golpista. Primeiro porque os treinamentos eram muito puxados. Segundo porque a cada dividida, a cada erro, Ruan apelava para o lado emocional dos garotos, que sonham, assim como tantos outros, seguir os passos de Paulo Henrique Ganso ou Giovane, craques que saíram das periferias paraenses para brilhar lá fora.

Para viajar, cada atleta teria que pagar R$200,00 e R$250,00 caso a mãe também fosse. O tio de um dos atletas que, querendo rever uma parente no Rio, ainda pagou R$500,00 para vagas que estariam sobrando no ônibus. No entanto, não foi só o dinheiro para a viagem que foi gasto pelos pais dos atletas, mas também com roupas, malas, etc. “A gente ficaria no Rio dez ou quinze dias, dependendo se o time avançaria de faze ou não”, disse Nelita dos Santos, 39 anos, uma das mães mais indignadas com o golpe.

Ruan teria dito que o time que comandava, que nem nome tinha, jogaria na vaga do Rondônia, time que provavelmente nunca existiu na Taça Rio, que nada mais é do que o segundo turno do Campeonato Carioca, e funciona no mesmo estilo tanto no profissional como no sub-17. Ruan ainda seria pedófilo. “Ele provavelmente assediou todo o time”, disse Nelita dos Santos.

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