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26/09/2007 - Portugal Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Os países mais corruptos são...


Somália e Birmânia são considerados os países mais corruptos pela Transparency International, ocupando o último e o penúltimo lugar, respectivamente, no índice global de corrupção elaborado por aquela organização não governamental e divulgado esta quarta-feira pela agência Lusa.

O índice, que avalia o grau de corrupção do sector público percebido pelo empresariado e analistas dos respectivos países, atribuindo uma nota entre um (mais corrupto) e 10, é liderado pela Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia «ex-aequo» com 9,4, num conjunto de 179 países.

Portugal aparece na 28ª posição com uma nota de 6,5 e «ex-aequo» com a Estónia, imediatamente à frente de Israel com 6,1.

Entre os 10 países percepcionados como menos corruptos encontram-se, por ordem decrescente, Singapura, Suécia, Islândia, Holanda, Suíça, Canadá e Noruega.

Os Estados Unidos aparecem na 20ª posição com 7,2, entre a França (7,3) e a Bélgica (7,1), enquanto o Iraque é o terceiro pior com 1,5, o Afeganistão está um pouco melhor, na 142ª posição do «ranking», com 1,8, e o Irão aparece no 131º lugar com 2,5.

A China fica acima do meio da tabela na 72ª posição com 3,5 e a Rússia está bastante mais atrás, no 143º lugar, com 2,3, «ex-aequo» com a Gâmbia, Indonésia e Togo.

«Apesar de alguns avanços, a corrupção continua a ser um sorvedouro enorme de recursos muito necessários à educação, saúde e infra-estruturas», considera Huguette Labelle, presidente da Transparency International - Coligação global contra a corrupção, com sede em Berlim.

«Os países cujas notas são mais baixas em matéria de corrupção devem levar a sério os resultados e agir desde já para reforçar a responsabilidade das instituições públicas. Mas os países mais bem classificados devem igualmente agir, em particular para combater as actividades de corrupção no sector privado», adianta.

A organização não governamental aponta a forte correlação entre corrupção e pobreza, assinalando que 40 por cento dos países cuja nota é inferior a três (o que indica que a corrupção é vista como endémica) são classificados pelo Banco Mundial como de fracos rendimentos.

Em vários países africanos, como a Namíbia, Seychelles, África do Sul e Suazilândia, as notas subiram, reflectindo esforços anti-corrupção no continente africano e indicando que uma real vontade política associada a reformas pode fazer baixar o grau de corrupção percepcionado, considera a Transparency.

Costa Rica, Croácia, Cuba, República Dominicana, Itália, República Checa, Roménia e Suriname são outros países onde se registaram melhorias, enquanto a situação se degradou, em termos dos graus de corrupção percepcionados, na Áustria, Bahrein, Botão, Belize, Jordânia, Laos, Malta, Maurícias, Omã, Papua Nova Guiné e Tailândia.

«A concentração de vencedores no Sudeste e Leste da Europa é a prova que o processo de acesso à União Europeia tem um efeito mobilizador no combate contra a corrupção», segundo a organização.

Considerando que são os países pobres os mais prejudicados pela corrupção, a Transparency International defende que a prioridade «é melhorar a transparência na gestão financeira, da cobrança de impostos às despesas públicas, reforçar os meios de controlo e pôr fim à impunidade de que beneficiam os responsáveis corruptos».

Neste último ponto, é fundamental um sistema judicial profissional e independente, também para promover a confiança do público, dos doadores e dos investidores.

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