Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


ÚLTIMOS TREINAMENTOS DE 2017 SOBRE FRAUDES e DOCUMENTOSCOPIA

Veja aqui a programação dos últimos treinamentos sobre Falsificações e Fraudes Documentais (16/11) e sobre Prevenção e Combate a Fraudes em Empresas (30/11).

Acompanhe nosso Twitter

16/02/2012 - Mídia News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Clientes de mais três bancos foram lesados em ataque de "hackers"

Por: Carlos Martins

Além das 10 prisões, Polícia Civil já identificou mais 9 integrantes da quadrilha que agiu em 5 Estados.

Além das 10 pessoas presas no rastro da "Operação Orion", desencadeada na última terça-feira (14), outros 9 integrantes da quadrilha que usava a internet para fraudar contas de correntistas do Banco do Brasil já foram identificados pela Polícia Civil e poderão ser detidos nos próximos dias.

Até agora, foram presas 6 pessoas em Cuiabá e mais 2 em São Paulo (já foram liberados) e outras 2 no Rio de Janeiro.

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), que continua com as investigações, já apurou que clientes de pelos menos mais três instituições bancárias foram prejudicados pelos fraudadores.

O montante do dinheiro desviado ainda não foi quantificado, porque a Polícia depende da quebra de sigilos bancários autorizada pela Justiça.

"Mais três instituições estão sofrendo golpes. Nos próximos dias, teremos novidades", adiantou a delegada Elaine Fernandes da Silva, titular da Derf, que participou da entrevista coletiva à imprensa, na tarde desta quinta-feira (16), na sede da Polícia Judiciária Civil.

A Polícia fez um balanço do que foi apurado até agora pela "Operação Orion" (significa o grande caçador), que continua em andamento. As ramificações do golpe se estendem em mais quatro capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Fortaleza, onde também foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão, com o apoio das polícias civil dos respectivos Estados.

Nos mandados de busca e apreensão, foram apreendidos 30 HDs e cerca de 200 arquivos em mídia, que estão sendo periciados pelo Instituto de Criminalística.

"O que foi apurado é apenas uma fatia do bolo. Ainda tem muita coisa para ser apurada", destacou a delegada Maria Alice Barros Martins Amorim, da Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), que iniciou as investigações há oito meses.

Segundo ela, os envolvidos com as fraudes são jovens e têm profundos conhecimentos de informática. "Só que eles usam essa habilidade para o lado errado", observou a delegada, ao lado do secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, e de outros delegados da Polícia Civil.

A prisão temporária dos seis presos em Cuiabá vence no sábado, mas alguns deles podem ter a prisão temporária (cinco dias) prorrogada por mais 5 dias ou convertida em preventiva (sem prazo legal fixado).

"Irá depender da culpa de cada um naquilo que for apurado. Alguns poderão ser liberados, outros poderão continuar presos, mas, pelo menos um deles, preso em flagrante na terça-feira, já teve a prisão convertida em preventiva", disse a delegada Maria Alice.

Das seis prisões em Cuiabá, cinco referiam-se a cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão temporária. Um dos presos prestou depoimento e foi liberado porque a perícia não concluiu um laudo técnico.

Foram presos Helton Paulo Meira Gomes (técnico em informática) 22 anos, Porfírio Gonçalves Botelho Neto, 21, Marcelo Marcos Souza Júnior, 24, Vanir Aparecida da Silva, 25. Por fim, foi preso em flagrante, em uma residência no bairro Jardim Imperial, Flávio Diego Rust, 25 anos, no momento em que ele estava invadindo a conta de um correntista.

Orientação pelo MSN

No flagrante, a Polícia descobriu que Flávio estava trocando mensagens pelo MSN com um integrante da quadrilha, que estava em outro Estado. O comparsa estava lhe orientando, já que ele estava com problemas para acessar a conta.

Na hora, Flávio confessou que, com a ajuda de um programa, já havia disparado cerca de 100 mil e-mails falsos. Esse jovem, que já teve o pedido de prisão preventiva aceito pela Justiça, será enquadrado nos crimes de violação do sigilo bancário, furto mediante fraude e violação de sigilo telemático.

Segundo a delegada Elaine da Silva, a quadrilha vinha recrutando pessoas que cediam suas contas correntes para que fosse transferido o dinheiro obtido de forma fraudulenta. Elas recebiam como pagamento de 20% a 30% do que era transferido.

"Ainda eram beneficiadas com o pagamento de contas, tais como fatura de energia, quitadas com o uso dos cartões das vítimas", informou. Só que essas pessoas, segundo a delegada, limitavam-se a reclamar o débito indevido em suas agências para serem ressarcidas, em vez de também denunciarem o golpe à Polícia.

Em geral, as pessoas que tiveram os cartões clonados não possuem razoáveis conhecimentos de informática e foram enganadas por não desconfiarem dos e-mails supostamente enviados pelo banco, para que atualizassem dados cadastrais.

Recentemente, até uma delegada recebeu um e-mail de certo banco, mas, como ela desconfiou, não prestou as informações. "Quem foi lesado que compareça à Delegacia de Roubos e Furtos para fazer a denúncia, que estará ajudando e muito nas investigações", recomendou a delegada Maria Alice.

Em geral, as quantias desviadas eram pequenas, para que o cliente não percebesse. As autoridades recomendam que os correntistas, periodicamente, consultem os saldos bancários e denunciem para o banco e a polícia qualquer irregularidade.

"As pessoas deveriam checar com freqüência suas contas e acho que os bancos também deveriam fazer campanhas para alertar os clientes", sugeriu a delegada Elaine da Silva.

Entenda o caso

A Operação Orion começou com a descoberta de 450 relatórios gerados em arquivos de blocos de notas do Windows, encontrados em uma lan house no bairro Recanto dos Pássaros, em Cuiabá.

Os arquivos continham informações de IPs (Protocolo de Internet) de vítimas e assinaturas de um mesmo e-mail de uma conta no Hotmail, todos com informações idênticas no cabeçalho.

A partir daí, a Gecat, começou a cruzar as informações e descobriu que os dados tratavam-se de informações cadastrais de correntistas do Banco do Brasil, incluindo senhas de 4, 6 e 8 dígitos.

Uma equipe da Gecat chegou até um hacker que, em 2006, começou a desenvolver o aplicativo capaz de furtar dados de correntistas do Banco do Brasil, com técnica de phishing, em que e-mails são enviados com a solicitação falsa de atualização cadastral. Este rapaz, de 21 anos, reside em outro estado e ainda não foi preso.

A pessoa clicava no endereço eletrônico, o link abria uma falsa página do Banco do Brasil, altamente desenvolvida para enganar o cliente. Ali a vítima atualizada suas informações bancárias e, no final do processo, surgia uma tela com a informação "servidores em manutenção", mas um link logo abaixo redirecionava o usuário à página verdadeira do banco, dificultando a descoberta da fraude.

A página continha as mesmas identificações do portal do Banco do Brasil. Por isso, o usuário acreditava que estava de fato no site do banco, acessando o sistema e realizando operações financeiras com segurança. A Gecat confirmou 447 tentativas de acessos a contas bancárias e 165 contas invadidas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Uma vítima teve, inclusive, dinheiro transferido de sua conta e empréstimos bancários realizados.

No Rio de Janeiro, a polícia prendeu os dois sócios-proprietários da Winco, empresa que detinha o domínio do link que clonava a página do Banco do Brasil, sendo um deles também o seu representante técnico. Também foram realizadas buscas em dois endereços e apreendidos mais de 10 Hds, computadores, CDs, disquetes entre outros documentos com informações que serão analisadas pela investigação.

Os presos vão responder por furto qualificado mediante fraude, formação de quadrilha, interceptação telemática ilegal (Artigo 10, Lei 9.296/96), violação de sigilo bancário (LC 105/2001).

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 220 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal