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14/02/2012 - Mídia News / Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Políticos vão depor neste mês sobre suposta fraude

Por: Renata Neves

Delegacia Fazendária fará a oitiva somente neste mês devido a férias do escrivão, que já foi concluída.

O ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR), o secretário-extraordinário da Copa, Éder Moraes (PR), e o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) deverão ser ouvidos ainda neste mês pela Polícia Civil, dentro da Operação "Cartas Marcadas", que aponta a emissão irregular de mais de R$ 490 milhões em cartas de crédito a servidores fazendários de Mato Grosso.

A informação foi fornecida pela delegada Cleibe Aparecida de Paula, que participa das investigações ao lado dos delegados Rogério Modeli e Lindomar Tófoli, presidente do inquérito.

Até o momento, a Delegacia Fazendária já ouviu grande parte dos agentes fazendários, além do ex-secretário de Administração, Geraldo de Vitto, do ex-secretário-adjunto da pasta, Bruno de Sá, e dos seis acusados que tiveram prisão preventiva decretada durante a operação.

São eles: os advogados Enelson Alessandro Nonato, que representa o Sindicato dos Agentes de Administração Fazendária (Saaf) e Ocimar Carneiro Campos, concunhado do deputado federal Gilmar Fabris; o economista Antônio Leite de Barros Neto; o fiscal fazendário e membro do Sindicato dos Agentes da Administração Fazendária, Enildo Martins; o ex-presidente do Saaf, João Vicente Picorelli; e José Constantino Júnior, funcionário de Ocimar.

Segundo Cleibe de Paula, as oitivas de Maggi, Moraes e Fabris foram adiadas porque o escrivão estava de férias. "Agora que ele retornou, vamos ouvir as pessoas que faltam", disse.

Governador na época da emissão das cartas de crédito, Blairo Maggi será convocado na condição de testemunha. Gilmar Fabris, por sua vez, irá depor como investigado. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis de parentes do parlamentar.

Tanto Maggi quanto Fabris possuem imunidade parlamentar e, por isso, têm a prerrogativa de data de agendamento para convocação. O social-democrata, no entanto, pode perder o benefício caso o secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), José Domingos Fraga (PSD), retorne à Assembleia.

O deputado nega envolvimento no esquema e diz estar sendo vítima de uma "briga de egos" entre a Procuradoria e a Auditoria Geral do Estado (AGE) e atribui a polêmica a um erro nos cálculos referentes aos valores das cartas de crédito que, segundo ele, teria sido cometido pela AGE, sob o comando do auditor-geral José Alves Filho, a quem chegou a chamar de "trapalhão".

A chácara de propriedade de sua esposa, Anglisey Battini Volcov, orçada em cerca de R$ 15 milhões, foi apontada como indício de suposto enriquecimento ilícito e participação em esquema de lavagem de dinheiro. Fabris, entretanto, disse que o imóvel foi adquirido por R$ 1,2 milhão e que o dinheiro é proveniente de honorários advocatícios de Ocimar, que atuou em conjunto com mais 15 advogados no caso das cartas de crédito. Afirmou ainda não ter relação com o patrimônio da família de sua esposa, já que a mesma é cunhada de Ocimar antes mesmo de se casar com ele.

A operação ‘Cartas Marcadas' foi deflagrada em dezembro do ano passado. Na ocasião, foram decretados seis pedidos de prisão e 14 de busca e apreensão.

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