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24/09/2007 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Rentáveis, jogos on-line atraem criminosos

Por: Renato Bueno


As árvores do mundo virtual dão dinheiro, em vários formatos e cotações. Os jogadores já sabem disso desde que as moedas de jogos on-line passaram a movimentar mercados paralelos e ilegais na vida real. Mas agora os golpistas entraram na brincadeira.

Segundo dados de uma pesquisa da empresa de segurança Symantec, golpes que visam o roubo de senhas e contas de jogos on-line representam 5% das 50 principais ameaças de segurança na internet. Os ataques podem acontecer no ambiente virtual ou na vida real.

As ofensivas virtuais são mais comuns. O criminoso geralmente utiliza “hacks” para roubar senhas de um jogador. São programas específicos que infiltram códigos maliciosos em determinados jogos e registram informações confidenciais, como nome de usuário e senha. Com o controle da conta, o criminoso vende a outros jogadores, pelo mercado clandestino, os itens e a pontuação obtidos pela vítima. Os itens podem ser desde armas até peças de roupas dos personagens, dependendo do jogo.

Na vida real os ataques são raros, mas não menos perigosos. Em julho, o jogador DuduMagik foi seqüestrado por uma quadrilha e forçado a entregar a senha de sua conta no jogo “Gunbound” (assista ao vídeo abaixo). Dudu era líder do ranking brasileiro, e sua conta vinha sendo cobiçada pelos integrantes da “La Firma”. Antes de ser presa, a quadrilha disponibilizou um vídeo na internet em que seus integrantes exibem os lucros de golpes anteriores – chegaram a ganhar R$ 3 mil em um fim de semana, de acordo com o vídeo.

Dinheiro fácil

“É um dinheiro fácil. O invasor pode simplesmente pegar os itens e vender”, explica Eric Araki, da Level Up! Games, que comercializa jogos on-line no Brasil. Muitas vezes, a empresa não tem como agir, já que o roubo acontece devido ao comportamento inadequado do jogador.

Luiz Filho, da GunSoft, diz que o jogador é aconselhado a adotar uma conduta responsável. “A maioria dos problemas de contas perdidas acontecem com jogadores iniciantes, sem experiência”, diz ele. O jogador deve, entre outras coisas, não compartilhar sua conta e trocar de senha regularmente.

Olho vivo

“É crime”, diz o advogado Renato Opice Blum, especialista em direito eletrônico. Segundo ele, práticas como as que vitimaram DuduMagiK são crimes de extorsão e estelionato, que podem resultar em até cinco anos de prisão. “É um caso de valorização do intangível”, alerta o advogado sobre o valor dos objetos conseguidos nos jogos. Desde moedas de ouro virtuais até espadas ou itens mágicos, o que está em disputa são bens que, via de regra, não existem.

Em jogos como “World of Warcraft”, que tem mais de nove milhões de jogadores cadastrados, a valorização pode surpreender. Recentemente, um jogador europeu vendeu sua conta pelo equivalente a US$ 9,5 mil (cerca de R$ 17 mil). Transações como essa não são permitidas pelas empresas, o que não impede que jogadores (e criminosos) movimentem o mercado paralelo. Afinal, para que aconteça a venda, são necessários jogadores dispostos a comprar os bens – nem sempre roubados.

No site de comércio eletrônico Mercado Livre é possível comprar a moeda de “World of Warcraft” – o “gold”. Cem moedas de “gold” custavam R$ 15, em pesquisa realizada pelo G1. Em países como China e Coréia do Sul, existem empresas chamadas Gold Farms (fazendas de ouro). Elas recrutam jovens para que eles passem o dia (e as madrugadas) em jogos on-line coletando itens para serem vendidos “por fora” do mundo virtual.

Proteção

“O anonimato é fundamental. Quanto menos informação o jogador colocar on-line, melhor para ele”, diz José Mariano de Araújo Filho, da Delegacia de Crimes Praticados por Meios Eletrônicos, do DEIC (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado). Para ele, a vaidade do jogador é inimiga, pois quanto mais ele se destaca, mais chances tem de virar alvo.

Para combater o avanço dos crimes, Araújo Filho acredita no apoio das vítimas. “Elas deveriam chamar a polícia, e muitas não chamam”, diz.

Para o advogado Renato Opice Blum, a legislação brasileira está preparada para julgar esses casos. Mas ele acredita que os sistemas de segurança devem melhorar. “A tendência é que tenhamos ambientes on-line mais tecnicamente seguros”, diz.

[GM]Shiro é game-master de “Cabal”, jogo que a Gamemaxx trouxe ao Brasil há um mês. Como outros GM de outros jogos, o papel de Shiro é orientar o jogador durante as partidas. Ele diz que ainda não houve problemas com roubo de contas, mas afirma que a empresa deve ressarcir jogadores quando eles forem prejudicados.

As empresas brasileiras recomendam que o usuário não compartilhe sua conta, utilize os jogos com segurança e comunique qualquer irregularidade imediatamente ao serviço de atendimento ao jogador. Já as autoridades recomendam que o jogador tenha discrição on-line e, em caso de roubo ou extorsão, procure a polícia.

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