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21/09/2007 - Diário da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia desarticula quadrilha

Por: Daniela Ribeiro


A Polícia Civil desarticulou ontem uma quadrilha responsável por pelo menos 1/4 dos furtos e roubos de veículos na Capital nos últimos seis anos. O grupo era comandado de dentro da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), antigo Cepaigo, e da Casa de Prisão Provisória (CPP), locais onde 11 presidiários foram encaminhados à Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DERFRV).

A operação, denominada Ali Babá, irá cumprir 73 mandados de busca e apreensão em Goiás, Mato, Pará e Maranhão. Até o final da tarde de ontem, cerca de 60 automóveis e 119 motos já haviam sido recuperados e 45 pessoas presas.

O bando foi investigado pela polícia durante três meses. Entre os presos estão quatro funcionários do Departamento Estadual do Trânsito (Detran), responsáveis por falsificar e esquentar documentos para os veículos roubados. Além de despachantes, donos e funcionários de revendedoras de veículos, entre outros.

Os nomes completos dos envolvidos só devem ser divulgados hoje para a imprensa. A quadrilha chamou atenção da polícia pela organização. “Essa ação irá mostrar para a população que em Goiás também existe crime organizado e como nos outros Estados são comandados de dentro dos presídios”, afirma o delegado responsável pela operação, Waldir Soares de Oliveira.

Os detentos encomendavam os roubos e furtos por meio de celulares a familiares. Durante a operação dois aparelhos de telefonia móvel foram apreendidos dentro da POG. O secretário de Justiça, Edemundo Dias, admite a participação dos presidiários no esquema e afirma que o órgão contribuiu com informação para a Polícia Civil. "Iremos continuar realizando outras operações como esta, assim como já fizemos anteriormente", frisa. Funcionários do sistema prisional também estão sendo investigados por envolvimento no bando.

Organograma

A quadrilha possuía até organograma de responsabilidades e tabela de valores para os serviços a serem feitos pelos membros do bando. Muitos dos crimes também eram tramados por serviços de teleconferência. "Eles combinavam assim como e quando os veículos seriam transportados e quem iria fazer determinada ação", explica.

Depois de os carros serem furtados e roubados, eram levados para uma fazenda próxima ao município de Inhumas, onde ficavam escondidos por palhas até que os documentos adulterados ficassem prontos. Depois disso, eram enviados para outros Estados em transportadoras, caminhões cegonhas ou por membros da quadrilha. De acordo com Waldir, a maioria dos automóveis era de Goiânia.

"A quadrilha tinha preferência por caminhonetes e motos. Roubavam pelo menos dois veículos por dia", revela.

Os presos começaram a ser ouvidos no final da tarde de ontem, mas os depoimentos só devem terminar hoje. Eles serão autuados em flagrante e poderão responder por crimes como furto, roubo, falsificação de documentos e dinheiro, tráfico de entorpecentes, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, entre outros.

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