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25/01/2012 - Expresso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso por fraude de milhões, manda matar testemunha. Azar. O 'assassino' é polícia

Por: Luis M. Faria


O homem já tinha mostrado o seu jeito para os negócios. Pelo menos para os de tipo fraudulento.

Há uns anos, criou uma companhia de nome respeitável - AFG Financial Group - que se propunha ajudar gente com pouco dinheiro disponível, mas uma boa história pessoal de crédito, a comprar casa própria.

Com base em documentos falsos e avaliações aldrabadas, essas pessoas conseguiam vultuosos empréstimos. Que depois, claro, não pagavam. Mas também não recebiam, pois quem ficava com o dinheiro era a AFG Financial, ou mais precisamente o seu dono, Aaron Hand.

O esquema envolvia a participação de dezenas de colaboradores, desde advogados e mediadores até construtores civis. Ao todo, foram roubados mais de cem milhões. Os bancos perdiam o dinheiro e os compradores a reputação (e o crédito). Só Aaron ganhava.

Fazer parecer que foi um gangue

Descoberta a fraude pelas autoridades, houve um julgamento com 27 acusados. Aaron foi condenado em 2010 a mais de oito anos de cadeia por um tribunal em Nova Iorque. E não se conformou.

Na cadeia, começou à procura de uma forma de se vingar da testemunha principal no processo. Aprendeu como se matava alguém disfarçando o rasto, ou fazendo a coisa parecer o ataque de um gangue.

Com esse conhecimento, abordou alguém para executar o plano. Pediu à família que lhe fizesse chegar 150 dólares (explicou que era para um suborno que lhe valeria uma cela melhor) e deu-os ao tal homem para comprar uma arma. A seguir explicou-lhe como fazer e prometeu-lhe dois mil dólares pelo trabalho.

Talvez vinte anos na cadeia

Para seu azar, o homem era um investigador de polícia disfarçado. Aaron foi apanhado em flagrante.

O procurador de Manhattan justificou-se dizendo que a proteção das testemunhas é a sua propriedade máxima, e faz tudo para as proteger. Esse fim justificará estratagemas como o que foi usado. O tribunal concordou.

Agora Aaron, aos quarenta anos, enfrenta mais outra pena, que deverá ser entre oito e dezasseis anos. A somar à que já se encontra a cumprir. Resta ver qual será a sua próxima iniciativa.

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