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20/09/2007 - Partner Report Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Instituição financeira deve fazer serviço essencial "In House"

Por: Heloisa Valente


A terceirização de serviços na indústria financeira é vista com bons olhos no mercado brasileiro. Muitos bancos optam pelo outsourcing para reduzir custos e tornarem-se mais competitivos. Por outro lado, áreas estratégicas das organizações - como concessão de crédito e prevenção à fraude - são algumas que têm suas atividades defendidas a serem feitas dentro de casa.

O portal Partner Report realizou uma enquete sobre a questão. A pergunta feita foi: Você acredita na terceirização de serviços como análise e concessão de crédito e prevenção à fraude? Entre os participantes, 46,67% são contrários à terceirização destas áreas sob a alegação de que elas são cruciais para o sistema financeiro. Para 7,78% deles, apesar delas serem fundamentais ao negócio, o outsourcing poderia promover redução de custos. Já 45,56% dos leitores defendem que com a terceirização, a atualização dos recursos é mais ágil para acompanhar as alterações de mercado.

O assunto também foi tema de um dos painéis do evento "Desafios da Rentabilidade", promovido pela Partner Conhecimento, em São Paulo. Dentro do módulo, Estrutura de Custos, executivos do Banco do Brasil, Banco PanAmericano e Orbitall debateram quais as vantagens e desvantagens de internalizar processamento e serviços de atendimento nas operações de cartões.

O Banco do Brasil, por exemplo, dono de uma base de 13 milhões de cartões optou para fazer internamente os processos. De acordo com Glória Guimarães, diretora de tecnologia, esta é uma maneira de preservar a propriedade intelectual do banco. "A decisão esteve baseada em experiências internacionais de bancos como o Wachovia, JP Morgan, Bank Of America, HSBC e Citibank. Todos eles são responsáveis pelo desenvolvimento das atividades internamente como sucesso nos Estados Unidos", conta.

Além disso, ela destaca outro ponto importante na decisão: vantagens em prazos para o lançamento de produtos. "Com os processos dentro de casa conseguimos agilizar o desenvolvimento de projetos, viabilizá-los e trazê-los ao mercado em menos tempo quando comparado aos serviços externos. "O banco ganha no preço e na independência. Isto é um diferencial competitivo e um caminho de preservação intelectual".

Já o banco PanAmericano, com uma base de 2,7 milhões de cartões, utiliza serviços terceirizados para as suas operações de processamento e call center. "Trabalhar com cartões voltados para a baixa renda é uma questão peculiar", afirma Antonio Carlos Carletto, diretor da operação de cartões do banco.

Ele diz que o atendimento ao cliente para este público, por exemplo, tem custos até 70% maior quando comparado a outros segmentos. "O nome do jogo neste setor é escalabilidade. Para uma bandeira de médio porte é difícil iniciar operações com processos internos e, neste sentido, o outsourcing é bem-vindo, o que pode signficar ganhos no futuro", conclui.

Também para Rooney Silva, diretor de desenvolvimento de sistemas de cartões da Orbitall, o outsourcing é prática importante dentro da indústria financeira. O executivo, representante da processadora que tem em sua base mais de 25 milhões de cartões e que é controlada pelo Itaú, conta que a atividade terceirizada pode ser essencial para os bancos na medida em que eles podem diluir custos.

Ele cita, como exemplo, redução de custos com call center. "Nossos clientes ganham menores taxas em ligações, pois negociamos valores especiais junto às operadoras. Este custo é negociado para todos os clientes pelo volume total, mas cada um deles recebe a conta somente referente ao seu negócio".

Perspectivas do outsourcing

Recente pesquisa realizada pelo IDC revela expectativa de 18 % de crescimento no mercado de outsourcing de TI e telecomunicações até 2010 no Brasil. A adesão de empresas à terceirização nestes segmentos movimentou quase R$ 6 bilhões em 2006. O IDC prevê que, em 2010, o mercado supere os R$ 13 bilhões.

Entre as motivações para o outsourcing, o estudo destaca a redução de custo como principal fator, seguido da falta de recursos pessoais e financeiros e a necessidade de melhoria e qualidade. Por outro lado, a terceirização de serviços gera preocupações quanto à segurança. As empresas temem a perda de controle de conhecimentos técnicos e de propriedade intelectual.

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