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27/12/2011 - Século Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia desmantela quadrilha que fazia desvios milionários em contas judiciais


Logo nas primeiras horas desta terça-feira (27), policiais do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc) deram início à Operação Efeito Colateral. Na ação, a polícia cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Vitória, Vila Velha, Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes. Segundo as primeiras informações da polícia, a quadrilha planejava aplicar um golpe de R$ 460 milhões em contas judiciais destinadas ao pagamento de precatórios, que acabou sendo evitado.

O esquema contava com a participação de um funcionário do Banco do Brasil, um falso médico, um corretor de imóveis, dois empresários, além de um estudante de direito e um policial. As investigações tiveram início após denúncia sobre um esquema para desviar grandes somas em dinheiro de contas judiciais destinados ao pagamento de precatórios.

A polícia passou a rastrear as ações da quadrilha e descobriu que um dos golpes estava planejado para o último dia 6. Nessa data o grupo efetuaria uma transferência eletrônica de cerca de R$ 3 milhões, depositados em duas contas judiciais do Banco do Brasil de João Pessoa, na Paraíba.

Com as investigações, a equipe do Nurocc conseguiu evitar que a quadrilha aplicasse outros golpes bem mais vultosos. Com os mandados de busca e apreensão nas mãos os policiais encontraram na casa de um dos golpistas, em Marataízes, sul do Estado, documentos que comprovam a tentativa de desvio.

Segundo o delegado Jordano Leite, as telas dos computadores periciados estavam com acesso privativo aos dados do Banco do Brasil. Elas continham informações bancárias das contas de onde seriam transferidos os valores. Com base nessas informações foram identificados os números das contas bancárias, agência, titular, processo judicial e os valores que seriam transferidos. Somente em uma das contas, o valor a ser transferido seria de R$ 2.043.810,58, e na outra, de R$ 912.238,72.

A polícia também apreendeu, no mesmo local, um extrato bancário de uma conta do Banco do Brasil em que estava depositada a quantia de R$ 459.154.955,56. De acordo com o delegado, a quadrilha já planejava efetuar o desvio das quantias depositadas também nesta conta bancária. Ele acrescentou que a mesma conta bancária já foi alvo de tentativas de desvio por parte de diversas quadrilhas de outros estados.

Quadrilha

Para pôr o plano em ação, a quadrilha contava com a experiência dos seus integrantes, alguns com extensa ficha criminal na polícia. Ao empresário da área de transporte cabia fazer a intermediação com o funcionário do Banco do Brasil, que tinha acesso às contas judiciais.

Outro empresário do ramo de veículos, morador de Cachoeiro, também fazia a trabalho de articulação com os criminosos. Ele já tem passagem pela polícia pela acusação de receptação de produtos roubados e responde a inquérito policial.

Um esteticista, que se passava por cirurgião plástico, é apontado como suspeito de ter articulado o contato com o funcionário do Banco do Brasil para pôr a fraude em prática. O falso médico já tem passagem pela polícia por estelionato, falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina, dentre outras acusações.

O estudante de direito era quem organizava as reuniões e ajudava a planejar as ações do grupo. Ele também responde a inquérito policial e já tem passagem por diversos crimes, dentre eles, estelionato.

A polícia ainda investigada o envolvimento no esquema de um policial e de um corretor de imóveis, que também é suspeito de intermediar o esquema. Ele também já tem passagem pela polícia por estelionato.

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