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27/12/2011 - Correio do Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Anonymous divulgam lista de milionários forçados a doar fortuna aos pobres ao redor do mundo


O ataque realizado por militantes do grupo de piratas do ciberespaço conhecido como Anonymous, neste fim-de-semana, à Strategic Forecasting (Stratfor), uma empresa de segurança de dados situada no Estado do Texas, EUA, foi mais pesado do que presumiram, inicialmente, os técnicos da empresa. Até a tarde desta terça-feira, a página eletrônica da companhia, na web, permanecia fora do ar. Se, de um lado, a ação dos hackers evidenciou as debilidades do servidor do conglomerado norte-americano para a segurança internacional, causou um controverso comunicado por parte dos Anonymous.

O bancos de dados da Stratfor, violado durante o Natal, continha dados confidenciais de cartões de crédito e das contas bancárias de clientes da empresa. Os hackers conseguiram entrar no sistema e recolher uma lista de assinantes das publicações deste think tank, que reúne e analisa informação de todo o mundo. Foram recolhidos nomes, e-mails, palavras-chave, números de telefone e endereços; além das informações financeiras. A lista com alguns destes dados foi publicada online, ainda na madrugada desta segunda-feira. A divulgação ocorreu, no entanto, somente após o Anonymous usar alguns dos cartões de crédito para contribuir com somas vultuosas para instituições de caridade como a Cruz Vermelha e a Save The Children, entre outras, em valores totais superiores a um US$ 1 milhão.

Fundador da Stratfor, George Friedman confirmou que uma lista confidencial de clientes foi publicada em outros sites. Um trecho da lista continha cerca de 4 mil entradas, incluindo clientes da Stratfor como o Exército dos EUA, da Marinha dos EUA, Departamento de Polícia de Miami, o Deutsche Bank, DHL, e a revista semanal alemã Der Spiegel. Como o site da Stratfor segue fora do ar, a empresa tem oferecido atualizações aos seus clientes por meio de sua página do Facebook. Na atualização mais recente, Friedman diz que a lista divulgada não é, como alegada pelo Anonymous, de “clientes particulares”, mas de empresas que subscreveram ou compraram publicações do Stratfor. A empresa tenta minimizar os prejuízos:

“Nós também mantivemos os serviços de proteção ao roubo de identidade e o serviço de monitoramento em nome dos clientes da Stratfor que foram afetadas por esses eventos. Detalhes sobre os serviços a serem fornecidos serão encaminhadas em um e-mail subsequente que deve ser entregue aos clientes atingidos até quarta-feira, 28 de Dezembro. Nesse ínterim, precauções que podem ser tomadas por quem teve suas contas devassadas para minimizar e prevenir o uso indevido de informações que podem ter sido divulgadas incluem o contato com a instituição financeira para informá-los sobre este incidente e a comunicação imediata às autoridades para noticiar qualquer atividade não autorizada em suas contas”, diz a empresa, em nota distribuída pelo Facebook.

O ciberataque, divulgado mundialmente como obra dos Anonymous, foi desmentido nesta terça-feira, por meio de um comunicado de um setor do grupo que explica as razões por que a Stratfor não poderia ter sido alvo de um ataque dos Anonymous:

“Como fonte mediática, o trabalho da Stratfor é protegido pela liberdade de imprensa, um princípio que os Anonymous muito estimam. A Stratfor é uma agência de informação open source, que publica relatórios diários sobre os dados recolhidos na Internet aberta. Os hackers que dizem pertencer aos Anonymous distorceram esta verdade, a fim de promover sua agenda oculta, e alguns ‘Anons’ morderam a isca”, lê-se no comunicado.

Nesta segunda-feira, o cibernauta @Kilgoar publicou um outro texto em que sublinha a diferença entre dois grupos de hackers – os Anonymous e o Antisec, a que pertence Sabu, o principal autor do ataque à Stratfor. As críticas têm sido muitas no Twitter, onde outros hackers o acusam de não entender a “sensibilidade” dos Anonymous. No texto de segunda-feira, Kilgoar argumenta que “as intenções de Sabu e da sua equipe são cada vez mais obscuras” e questiona os restantes Anonymous sobre se devem ou não permitir que se continue a usar o nome do grupo para este tipo de ataques. A posição deste segmento é clara: vota contra.

“(Estas) não são ações de anarquistas justos, mas de criminosos oportunistas”, acrescenta.

Sabu, por sua vez, acusa seus detratores de nutrir por ele um ódio imenso.

“Ignorem estes idiotas. Odeiam-me por muitas razões, mas sobretudo porque não me conseguem parar”, escreveu Sabu no Twitter.

Em novo comunicado, publicado nesta terça-feira, o autor do ataque à Stratfor sugere uma ligação entre os hackers que o repudiam e a empresa, cujos “funcionários estão bem versados em contra-informação”.

A Stratfor também alertou aos clientes, que têm as suas contas suspensas, para a possibilidade de os seus dados serem utilizados novamente, por apoiarem publicamente a empresa, sediada em Austin.

A empresa também garantiu que a sua lista confidencial de clientes, que inclui agências e departamentos governamentais e intergovernamentais, bancos de crédito e de investimento ou empresas multinacionais, está segura.

Aviso na web

Uma semana antes do Natal, o grupo Anonymous divulgou um vídeo, pela internet, no qual avisava da ação que iria realizar durante o feriado religioso.

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