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24/12/2011 - odiario.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crimes praticados pela internet em Maringá são esclarecidos

Por: Roberto Silva


Dois investigadores do Núcleo de Combate ao Cibercrime (Nuciber), de Curitiba, estiveram nesta semana em Maringá para ouvir duas pessoas suspeitas de usar a internet para ofender e injuriar desafetos. Apesar de terem sido informados de que os computadores foram utilizados para as postagens, os suspeitos negaram a autoria dos crimes e foram liberados após os interrogatórios. As provas coletadas pelo Nuciber serão anexadas aos autos e encaminhadas à Justiça.

De acordo com os investigadores, situações como as vividas pelos dois suspeitos têm se tornado comum em todo o Estado, inflacionando o registro de boletins de ocorrência em delegacias, distritos e subdivisões policiais. O maior número de casos envolve os chamados crimes de menor potencial ofensivo, como injurias, difamações e calúnias, geralmente praticados por pessoas leigas em informática, que têm pouco - ou nenhum - conhecimento sobre o funcionamento da internet.

Já as situações de maior gravidade, como postagens de pedofilia, desvio de dinheiro de contas bancárias, estelionatos e ameaças de morte costumam envolver pessoas que detém certo domínio sobre os trâmites da rede e que procuram atuar sem deixar rastros. "São situações mais complexas, que exigem um tempo maior de investigação, mas todos os casos, de uma forma de ou outra, acabam sendo solucionados", diz o investigador Maurício Chouity Imay, especialista em rastrear e identificar a origem das postagens.

Enxuto

Formado em Engenharia Eletrônica, Imay explica que o Nuciber funciona como um órgão de apoio à polícia de todo o Estado. Apesar de contar com um número reduzido de funcionários - um delegado, oito investigadores e três escrivães -, o núcleo tem sob a responsabilidade dele cerca de oito mil inquéritos e procedimentos investigativos. "É um número elevado para uma estrutura pequena, mas temos conseguido altos índices de elucidação, que beiram os 100%", afirma.

Ainda de acordo com os investigadores, Maringá está entre as três cidades do Estado com maior número de registros de crimes praticados pela internet. Em geral, a maioria dos casos está relacionada às redes sociais, como Orkut e Facebook, ou por meio de e-mail falso. "Não existe anonimato na rede. Tudo o que você postar, mesmo com dados pessoais falsos, deixa rastros. Quem pensa que não será descoberto está enganado", alerta o investigador Thyago Vargas Ferreira.

Na opinião dos policiais, muitos crimes deixariam de ocorrer caso os brasileiros refletissem melhor sobre os riscos da exposição demasiada na internet. "Os brasileiros se expõem demais. Além de exibirem dados e fotos pessoais, mostram a família e até o endereço residencial. Nesta época do ano, é comum internautas usarem as redes sociais para informar aos amigos que estão em viagem de férias. Alguns chegam ao cúmulo de informar até a data de retorno. O risco é grande. Essas pessoas precisam lembrar que existem criminosos que varrem as redes em busca de vítimas e de imóveis vazios", alerta Imay.

Estelionato

O mais recente exemplo de crime praticado com a ajuda da internet foi registrado nesta semana, em Maringá. A vítima, um empresário de 35 anos, morador de São Paulo (SP), preencheu fichas cadastrais em diversos sites em busca de informações sobre comércio de perfumes importados. Um dos cadastros caiu nas mãos de uma quadrilha especializada em estelionato, que usou as informações para convencer o empresário a investir R$ 36 mil em uma falsa transação. Um dos golpistas foi preso na tarde desta quinta-feira pela Delegacia de Estelionato, mas o dinheiro não foi recuperado.

"Desconfie de sites que oferecem produtos com preços bem abaixo de mercado. Lembre-se: criminosos costumam montar lojas e bancos virtuais falsos. Jamais preencha cadastros recebidos por e-mail, especialmente aqueles que pedem número de conta bancária e senha. Evite abrir e-mails e arquivos fechados, mesmo se postados por conhecidos. Adquira um bom antivírus e mantenha-o atualizado.

Evite fazer e propagar ameaças, xingamentos, ofensas e acusações falsas em e-mails, sites e blogs. Lembre-se que os crimes praticados na internet são facilmente esclarecidos e punidos com base no Código de Penal (CP)", conclui Imay.

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