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19/09/2007 - Tribuna Catarinense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Trio de criminosos é preso em Balneário

Por: Anita Souza


A Polícia Militar de Balneário Camboriú tirou de circulação, na tarde de ontem, três homens acusados de tentar aplicar golpe no Supermercado Meschke. Dentre os detidos, estava Jorge Paulo Camargo, de 35 anos, que havia sido preso no ano de 2004 acusado de integrar uma quadrilha apontada como causadora do desvio de cerca de R$ 5 milhões de contas correntes. Os golpistas mandavam vírus e depois invadiam os computadores das vítimas.
As prisões de ontem, aconteceram por volta das 14h30, no próprio estabelecimento comercial. Funcionários do local perceberam que os envolvidos, Leônidas Cordeiro Neto, e Pablo Leonardo Rosa, 28, tentavam realizar compras com documentos de identidade falsos, então, acionaram a PM.
O trio foi abordado no local. Durante a revista, num ato de desespero, Leônidas tentou comer o RG, mas um soldado o impediu.
Com ele foram encontrados dois documentos falsos, e com Pablo, uma carteira de identidade, que também era falsa.
Diante dos fatos, os três foram conduzidos à delegacia. Além de ficar preso em decorrência da tentativa de estelionato, Camargo tinha a seu desfavor um mandado de prisão aberto em seu nome. Seus comparsas foram autuados em flagrante também por estelionato, e por falsificação ideológica.

Envolvido com golpe milionário
Jorge Paulo Camargo é velho conhecido da polícia. Em 2004, ele havia sido preso pela extinta DIC - Divisão de Investigação Criminal, hoje Central de Polícia. Ele foi acusado, juntamente com mais 11 pessoas, de integrar uma quadrilha, especializada em desviar dinheiro pela internet. Na época, o caso foi noticiado até mesmo pelo Jornal Nacional.
As contas de pessoas físicas e jurídicas eram invadidas após as vítimas aceitarem o arquivo Trojan, enviado via e-mail. Uma vez aceito, os bandidos tinham acesso a tudo que a pessoa fazia em seu computador, principalmente as senhas bancárias que digitavam.
Com as senhas rastreadas, a quadrilha fazia transferências bancárias, com a ajuda dos tradicionais "laranjas", aquelas pessoas que emprestam o nome pra ganharem algum dinheiro. Estes "laranjas" tinham a função de abrir contas nas mais variadas agências. Depois os bandidos transferiam o montante pra estas contas. A agilidade e o profissionalismo dos quadrilheiros eram impressionantes. Eles deixavam por pouco tempo dinheiro nestas contas, para que fosse mais difícil um suposto rastreamento. Eles espalhavam estes valores para outras contas. Os criminosos também clonavam cartões para que pudessem fazer saques em caixas eletrônicos ou usarem o débito automático no comércio. Na época, os sites mais visitados pela quadrilha, foram o do Submarino e Americanas.com, que são grandes lojas virtuais.

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