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22/11/2011 - SRZD Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Apenas cinco dos dez advogados investigados por fraudes estão presos


O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, concedeu nesta terça-feira uma entrevista coletiva sobre as investigações que revelaram as quadrilhas de advogados fraudadores que atuavam no Judiciário Fluminense.

Ele afirmou que "somente um advogado tinha cerca de 18 mil ações em andamento, todas falsificadas. Outro casal de advogados tem 7 mil processos em seus nomes. Acreditamos que esses grupos atuam há pelo menos dois anos no Rio".

Rebêlo também informou os dez nomes que são investigados e que tiveram a prisão preventiva decretada: Jorge Baptista Rangel Filho (ex-advogado, expulso da OAB), os advogados Anderson da Costa Gadelha, Ângela Maria Rios Gomes Soares Brandão, José Orisvaldo Brito da Silva, Ilza de Souza, Fabio Santos Vidal, Fabiano Silva Rodrigues, Pedro Borba Taboas, Fernanda Kengen Taboas e do estagiário Leonardo Ferraz Cuerci.

Porém, apenas cinco deles estão presos. José Orisvaldo Brito da Silva chegou a ser preso, mas conseguiu um habeas corpus e, atualmente, encontra-se solto. Pedro Borba Taboas, Fernanda Kengen Taboas, Jorge Baptista Rangel Filho e Fabiano Silva Rodrigues estão foragidos.

O grupo de magistrados elaborou um relatório que informa que as fraudes aconteciam em processos de indenização por dano moral decorrentes de inscrição em cadastros restritivos de crédito. "As investigações também revelam que, muitas vezes, as partes não sabiam que existiam processos em seus nomes", disse o desembargador Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz.

A juíza Ana Lucia Vieira do Carmo disse que as fraudes foram descobertas quando os juízes começaram a perceber que havia um número muito alto de ações idênticas contra as mesmas empresas e desconfiaram que houvesse alguma coisa errada.

Segundo o presidente o relatório será encaminhado ao Ministério Público estadual para o oferecimento das denúncias e a comissão de juízes continuará com as investigações.

As informações são do TJRJ.

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