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04/04/2006 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Desconfiança nos homens públicos


No rastro do possível indiciamento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e do impasse em torno do relatório da CPI dos Correios, cresce a desconfiança da sociedade nos homens públicos e na política de maneira geral. Motivos não faltam. Ainda assim, cabe àqueles a quem os eleitores confiaram seus votos tratar de desfazer logo essa generalização perigosa, que pode comprometer o aperfeiçoamento da democracia. É preciso também que as instituições se fortaleçam, impedindo excessos e abusos no uso da máquina pública que costumam dar margem a soluções autoritárias.

Nada poderia ser mais emblemático sobre a confusão entre poder público e partido político do que o ato atribuído ao próprio ex-ministro. O agravante, no caso, é o fato de a ordem para a quebra de sigilo do caseiro que ousou desafiar uma autoridade ter sido motivada com o objetivo de desqualificá-lo e, com isso, abafar denúncias. E o Congresso, instituição a quem cabe a missão de fiscalizar os atos do Executivo, opta por se conduzir diante de fatos dessa gravidade mais por interesses típicos de ano eleitoral do que pela busca da verdade. É isso o que explica o fato de políticos de oposição, em muitos casos, se preocuparem mais em supervalorizar denúncias do que em apurá-las. Enquanto isso, parlamentares governistas tentam inviabilizar o relatório da CPI dos Correios. A intenção não é outra senão desacreditar os trabalhos e confundir a opinião pública.

Assim como o chamado valerioduto, fatos mais recentes, como os que levaram a crise política a um recrudescimento, precisam ser apurados com rigor. É nesses momentos que as instituições são desafiadas a mostrar serviço, como forma de levar políticos e o setor público a reconquistarem a confiança perdida. Tanto na situação quanto na oposição, há figuras públicas em débito com a ética que precisam ter seus atos investigados e responder por eles, inclusive criminalmente.

Apesar do bombardeio constante de denúncias, o que o país não pode é incorporar a idéia de que política é sinônimo de corrupção, de que tanto na situação quanto na oposição todos roubam. Da mesma forma, se todos os políticos, de maneira geral, se dizem indignados com os desmandos e os desvios, a sociedade tem o direito de questionar por que não se encarregam de assegurar mais seriedade à vida pública. Bastaria, para isso, maior empenho na aprovação das reformas administrativa e política, por exemplo. Com menos chances para acomodar apadrinhados no setor público e partidos mais preocupados com programas do que com benesses, a margem para corrupção diminuiria consideravelmente. A campanha eleitoral teria muito mais sentido se, além de debater projetos para o país, colaborasse de fato com um maior comprometimento em relação a essas mudanças.

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