Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FRAUDES NAS EMPRESAS

Veja aqui a programação deste importante treinamento programado para o dia 26/04 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

06/12/2011 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha tentava aliciar mais carteiros

Por: Tiago Braga

O POVO conversou com um dos carteiros abordados pelos estelionatários, que teriam oferecido R$ 200 por cada cartão desviado.

A quadrilha de estelionatários desarticulada pela Polícia Federal, na semana passada, estava sondando outros servidores dos Correios para o esquema de desvio de cartões de crédito. “Estavam tentando aliciar mais carteiros. Isso ia virar uma bola de neve”, lembra o superintende da PF no Ceará, Sandro Caron de Morais. Os cartões eram desbloqueados e usados na compra de produtos no comércio de Fortaleza.

O POVO conversou com um dos carteiros que receberam proposta para desviar os cartões. “Estava na rua fazendo uma entrega quando um carro parou. Pensei que a pessoa fosse perguntar alguma coisa sobre endereço, mas era para falar disso. O cara disse que pagava R$ 200 por cada cartão que eu entregasse”, conta o servidor dos Correios.

“Ele disse que tinha um outro carteiro que passava os cartões e perguntou se eu topava também. Falei que não trabalhava desse jeito e ele ainda insistiu umas três, quatro vezes”, comenta. Para tentar convencer o funcionário dos Correios, o homem teria enfatizado que o ganho, por dia, poderia chegar a R$ 1.000, caso fossem entregues cinco cartões de crédito. “Ficou subtendido que ele quis comparar com o meu salário”, acrescenta. O salário-base do carteiro (sem contar os benefícios) é de cerca de R$ 900 mensais. “Sou honesto, podia era oferecer R$ 10 mil que eu recusava”.

Durante a abordagem, o homem que fez a proposta também teria tentado tranquilizar o carteiro, explicando que ele não seria prejudicado. No caso de envio de cartões de crédito pelos Correios, o destinatário ou familiar precisa assinar um documento confirmando que recebeu a correspondência. “Ele disse que eu ficasse despreocupado porque ele assinava e colocava o número do RG”.

Segundo o funcionário dos Correios, outros servidores conhecidos dele também já chegaram a ser abordados por integrantes dessas quadrilhas. “Recentemente, aconteceu com um outro carteiro da unidade onde trabalho. Ele chegou, inclusive, a anotar a placa do carro (usado pelo estelionatário).”

O trabalho da Polícia Federal teve início em abril deste ano, a partir de uma demanda da própria Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que suspeitou das fraudes. Até o momento, a PF apontou o envolvimento de cinco carteiros no esquema (os nomes não foram divulgados). Foi solicitada prisão preventiva para os cinco acusados, mas a 12ª Vara da Justiça Federal concedeu mandado somente para dois deles.

“As investigações continuam. Pode ser que a gente renove o pedido de prisão preventiva e podem surgir nomes de novos envolvidos”, informa Caron. O prejuízo dos bancos com as fraudes foi estimada pela Polícia Federal em mais de R$ 10 milhões.

O nome do carteiro e o local onde ele trabalha não foram informados na matéria a pedido do entrevistado.

ENTENDA A NOTÍCIA

Os investigados responderão por falsificação de documento público, uso de documento falso, peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ser superiores a 10 anos.

Para entender

No último dia 29, a PF desencadeou a operação Olho de Boi (o nome é uma referência à primeira série de selos postais emitidos no Brasil). Foram presas sete pessoas acusadas de integrar uma quadrilha de estelionatários. Dos sete presos, dois eram carteiros.

A quadrilha agia de forma organizada. Cada integrante tinha uma função. Os carteiros eram responsáveis por desviar os cartões de crédito. Recebiam entre R$ 100 e R$ 200 por cada cartão desviado.

Com os cartões em mão, um outro grupo providenciava dados cadastrais dos titulares, como CPF e RG. As informações eram obtidas em bancos de dados de órgãos oficiais.

Uma das pessoas acusadas de obter esses dados é um policial civil. Os dados eram usados para desbloquear os cartões por telefone.

Após o desbloqueio dos cartões, um outro grupo ficava responsável por falsificar documentos de identidade. Com isso, conseguiam realizar compras no comércio de Fortaleza, principalmente de eletrodomésticos. Esses produtos eram revendidos a preços menores.

A Polícia Federal acredita que esse golpe vinha sendo praticado há pelo menos três anos. A PF não soube precisar o número de vítimas, mas estimou em milhares.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 380 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2018 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal