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01/12/2011 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe do chip prejudica cerca de mil pessoas


Comprando um chip por R$ 20,00, o cliente ganha na hora um celular”. Foi usando essa frase, que um grupo de estelionatários enganou mais de mil pessoas no bairro do Guamá, em Belém. A frase, repetida várias vezes por uma gravação de um carro-som que circulou durante dois dias pelas ruas do bairro, fez com que uma multidão se concentrasse na manhã de quarta-feira (1º) em frente a uma casa de shows para adquirir o tão esperado aparelho. “Acreditamos na promoção que eles anunciaram, fomos lá comprar o chip, mas na hora de ganhar o celular, nada. Todo hora diziam que os aparelhos estavam chegando, mas nunca chegavam. Dos três responsáveis pelo evento, dois abandonaram o local com o dinheiro e a gente continuava a não ter nenhuma explicação sobre os celulares prometidos. Foi aí, que resolvemos segurar um dos responsáveis pelo evento e procurar a delegacia para denunciar o caso”, explicou Valdinei Gonçalves, comerciante que comprou 32 chips.

MUITOS CASOS

Victor Hugo Veloso, supervisor da empresa Rede Flex, Herberton dos Santos Borges, vendedor da mesma empresa e um homem identificado apenas como “Gordo do DVD” são apontados pelas vítimas como os autores do “golpe do chip”. O caso foi registrado na seccional urbana do Guamá, que ficou lotada de gente exigindo que o grupo devolvesse o dinheiro da compra. “Ele enganou muita gente e tem que pagar por isso. Todo mundo aqui caiu nessa história do telefone grátis, mas isso não vai ficar assim. Eu quero o meu dinheiro de volta”, reclamava Rosivaldo Moreira, locutor de carro-som, que comprou dois chips.

O supervisor da empresa, o último a deixar o local, teve que ser escoltado por policiais militares para ser levado à delegacia. Victor Hugo negou participação no crime de estelionato e disse ser vítima do tal “Gordo do DVD”. “Assim como essa multidão que está revoltada na delegacia, eu também fui vítima nessa história. O ‘Gordo’ me enganou também, eu não sabia de nada, não o conheço, apenas repassei os chips para ele revender. Não tive nenhum envolvimento com essa promoção que ele estava prometendo e outra, o prejuízo que eu tive foi quase R$ 6 mil reais”, disse Victor.

De acordo com o delegado José Alcântara, responsável pelo caso, a resposta do supervisor não convenceu a polícia. “Tanto o Victor como o Herberton tiveram contato direto com esse tal ‘Gordo’, apontado por eles como o único autor do crime. O evento foi planejado pelos três e de acordo com testemunhas, os três estavam juntos durante toda a ação. Além disso, não foi feito nenhum contrato entre eles, o que é muito estranho, já que eles disseram que não conheciam esse rapaz. Se eles realmente não conhecessem o ‘Gordo’, toda a negociação não ficaria apenas no boca a boca”, relatou o delegado.

HISTÓRIAS

Na seccional, não faltaram histórias de gente que foi lesada pelo grupo. A operadora de caixa Viviane Gomes ouviu o anúncio do carro-som nas ruas do Guamá e foi logo cedo comprar três chips com a intenção de ganhar três aparelhos celulares para dar de presente para familiares. “A gente se revolta, não é? Esses homens fizeram a gente de palhaço. O vendedor ambulante Auzimar Pinheiro foi um dos mais prejudicados do grupo. Ele comprou 100 chips na intenção de revendê-los com todos os celulares que supostamente iria ganhar. “O que eu quero agora é receber o meu dinheiro de volta. O que não dá é para ficar num prejuízo desses”, reclamava.

Além de Victor Hugo, a polícia conseguiu pegar Herberton dos Santos, que esteve na seccional para prestar depoimento. O único que conseguiu fugir foi o homem identificado como “Gordo do DVD” que, segundo informação das vítimas, era morador do bairro do Guamá.

AJUDA DA PM

Populares denunciaram ainda que o acusado contou com a ajuda de policiais militares, que faziam a segurança da casa de shows no momento do evento, para fugir do local. “Ninguém entendeu uma coisa. O ‘Gordo’ saiu da casa de show escoltado por uma viatura da PM dizendo que ia depositar parte do dinheiro das vendas do chip num banco em São Brás, depois os policiais voltarão e disseram que ele fugiu do banco. Mas, como alguém foge de um banco se só existe uma saída?” indagou o vigilante Alberto Ferreira, vítima do estelionatário.

Os acusados foram detidos por crime de estelionato, previsto no artigo 171 do código penal, e ficarão à disposição da Justiça. As vítimas foram orientadas a procurar a empresa Rede Flex para tentar ressarcir os prejuízos.

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