Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

02/12/2011 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação desmonta fábrica de dinheiro falso

Por: Sara Rebeca Aguiar

A Polícia Federal desmontou uma fábrica de produção industrial de dinheiro falso, em Fortaleza. Seis pessoas foram presas em flagrante. A quadrilha atuava em todo o Brasil. Estima-se que 20% do dinheiro falso que circula no País tenha partido da quadrilha cearense.

Quadrilha especializada na fabricação de dinheiro falso, em Fortaleza, foi desarticulada pela Polícia Federal. Após dois meses de investigação, seis pessoas foram presas em flagrante e uma fábrica bem equipada de produção industrial de cédulas falsas foi descoberta durante a operação intitulada Mustache, deflagrada na noite da última terça-feira, 30. Ontem pela manhã, mais cinco pessoas foram presas, entre elas uma mulher. Dois dos homens presos fazem parte de uma torcida organizada de um grande clube de futebol da Capital, não revelado pela PF.

Conforme explicou o superintendente regional da PF, delegado Sandro Caron, o lugar utilizado para a produção das cédulas, localizado na avenida Sargento Hermínio, já é considerado pela PF como um dos maiores pontos de falsificação do Brasil. Estima-se que 20% do montante de dinheiro falso que circula no País tenha partido da quadrilha cearense. “Eles fabricavam cerca de 300 mil reais por mês. Eram especializados em notas de R$ 50 da nova família”, diz Caron.

A quadrilha atuava em vários estados do Brasil, como Pará, Paraná, Rio de Janeiro e Pernambuco. Sob a principal estratégia de acompanhar o time em jogos pelo Brasil, com o resguardo da entrada facilitada pela participação na torcida organizada, integrantes da quadrilha carregavam o dinheiro falsificado nas roupas e repassavam-no a distribuidores. Segundo a PF, a próxima remessa seria enviada para a Bahia.

As quantias falsas, que chegavam a R$ 20 mil em alguns locais de distribuição, eram espalhadas pelo comércio local ou vendidas por encomenda em uma proporção de 4 por 1. Neste último, para cada R$ 4 mil em dinheiro falso, o comprador pagava R$ 1 mil em dinheiro verdadeiro, segundo a PF.

O líder do grupo, conhecido por Bigode, já era procurado pela Polícia há cerca de quatro anos. De acordo com Caron, as suspeitas da existência da fábrica de falsificação surgiram a partir de dados coletados em inquéritos policiais, desde 2007, quando Bigode era citado por acusados. “Isso sinalizava que um grupo criminoso muito bem organizado estava agindo. Prender Bigode era uma questão de honra”, reforça o chefe da Operação Mustache, delegado Régis Vasconcelos.

Apreensão

Nas primeiras 24 horas da Operação Mustache, a PF já havia apreendido R$ 18.700 verdadeiros, mais de R$ 27 mil em dinheiro falso e 262 gramas de cocaína, além de impressoras, tintas, escaneres, papeis especiais e formas.

Os envolvidos responderão pelos crimes de moeda falsa, formação de quadrilha, falsificação de documento público e uso de documento falso. Há também incidência do crime de tráfico de drogas. Três dos seis presos já possuem antecedentes criminais.

ENTENDA A NOTÍCIA

A Polícia Federal deflagrou, na noite da última terça, a Operação Mustache, que busca investigar quadrilha cearense especializada em fabricar e distribuir dinheiro falso em vários estados do Brasil. Ontem, pela manhã, a fábrica, localizada na Sargento Hermínio, foi desmontada.

SAIBA MAIS

Operação Mustache

Todos os seis presos na operação eram cearenses e possuem residência fixa em Fortaleza.

A quadrilha se especializou na falsificação das novas cédulas, principalmente, de R$ 50. Produzia as cédulas antigas apenas sob encomenda.

Bigode, líder da quadrilha, já responde por tráfico de drogas, tráfico de armas e estelionato.

Segundo a PF, impressiona a qualidade da falsificação. “É muito difícil um cidadão comum reconhecer a nota falsa. Somente especialistas conseguem. Ainda não se sabe o tamanho do prejuízo pelo Brasil ”, diz o delegado Caron.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 318 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2018 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal