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25/11/2011 - O Jornal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha que fraudava INSS fazia até empréstimos consignados


A quadrilha de fraudadores do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) que teve 16 integrantes presos em operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (24) fazia até empréstimos consignados em bancos privados, conforme explicou o delegado Alex Levi Bersan de Rezende.

- Durante as investigações, alguns benefícios [pensões por morte e aposentadorias concedidas ilegalmente] foram suspensos pela Previdência Social. Com receio de ter os benefícios fraudulentos cancelados ou suspensos, os integrantes da quadrilha tomavam empréstimos consignados junto a instituições financeiras. Com vencimentos médios de R$ 3.000, eles conseguiam até R$ 20 mil. Assim, caso perdessem o benefício, eles já tinham conseguido algum dinheiro.

Os empréstimos eram pegos em bancos que oferecem empréstimo para aposentados e pensionistas com juros mais baixos, com desconto em folha de pagamento.

Durante um ano, a PF identificou 165 benefícios fraudulentos, com o uso de 119 CPFs existentes, mas em nomes de pessoas que já morreram. Com a concessão de benefícios, os criminosos provocaram um prejuízo estimado em R$ 3 milhões aos cofres públicos.

Ao todo, 105 pessoas foram indiciadas, o que dá a dimensão do tamanho da quadrilha. Do total, 20 foram denunciadas pelo Ministério Público Federal e 17 tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Uma continua foragida e 16 foram presas, sendo cinco funcionários do INSS, dos postos de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e 11 intermediários.

- Eles são tratados como uma quadrilha, mas, na verdade, possuíam quatro células distintas. Eles se comunicavam entre si e tinham coisas em comum, como as mesmas pessoas que falsificavam documentos, os mesmo contatos para a realização das fraudes.

Mortos em acidentes de avião

A Polícia Federal também cumpriu 28 mandados de busca e apreensão, entre eles, em quatro agências da Previdência Social e em um escritório de advocacia. Os documentos apreendidos serão analisados. A superintendente regional do INSS, Maria Alice Rocha Silva, explicou que alguns fatores na aplicação da fraude chamaram a atenção durante inspeção da própria Previdência Social, que acionou a Polícia Federal.

- Nos chamou a atenção o fato de eles usarem nomes de pessoas mortas em desastres aéreos e que não deixaram dependentes. Foram nove ao todo. Somados, os benefícios para essas pessoas chegavam a R$ 28 mil mensais. Além disso, os fraudadores deram entrada em pedidos de benefícios muito tempo depois da morte dos supostos familiares.

Os acidentes aéreos ocorreram em 2006, 2007 e 2009, mas o primeiro pedido de benefício para dependente de uma das vítimas das tragédias só aconteceu em julho de 2010 e o último em agosto de 2011. Outro fator que chamou a atenção é que os fraudadores tentavam sempre pedir o valor máximo para benefícios, que é de aproximadamente R$ 3.600. Em média, os benefícios concedidos eram de R$ 3.000.

Documentos apreendidos pela PF serão analisados. (Foto: Divulgação/ Polícia Federal)
Além das pensões por morte, os acusados também conseguiam aposentadorias por meio de fraude. Segundo a Polícia Federal, eles alteravam o tipo de vínculo empregatício para conseguir um benefício de valor mais alto. A superintendente do INSS pediu para que as pessoas evitem procurar intermediários para dar entrada em benefícios a que têm direito.

- Esses intermediários são os principais responsáveis por essas fraudes. Eles cooptam pessoas para participar do esquema, como funcionários e falsificadores de documentos. Hoje em dia, os procedimentos são rápidos e os benefícios concedidos em 15 dias. As pessoas devem nos ajudar, ligar para o telefone 135 e denunciar qualquer irregularidade.

De acordo com as investigações, os fraudadores vendiam os benefícios concedidos por até R$ 40 mil. Com benefícios de R$ 3.000, o “investimento” era pago em apenas um ano. Eles também falsificaram documentos de menores de idade, que podem receber o benefício retroativamente. Em um dos casos, o INSS pagou R$ 50 mil em um único mês.

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