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24/11/2011 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende suspeito de integrar quadrilha de fraude no Detran-RJ

Operação Direção Oposta visava cumprir 45 mandados de prisão. Segundo a polícia, 38 pessoas já foram presas.

Agentes da 51ª DP (Paracambi) prenderam na tarde desta quinta-feira (24) um homem de 33 anos suspeito de integrar a quadrilha que fraudava postos de vistoria do Detran no Rio. De acordo com a polícia, ele foi preso em Paracambi, na Baixada Fluminense.

A Operação Direção Oposta, contra fraudes no Departamento de Trânsito do Rio (Detran-RJ) já prendeu 38 pessoas, segundo o delegado titular Felipe Curi.

Ainda de acordo com o delegado, as investigações vão continuar para encontrar outros foragidos.

Operação Direção Oposta

A operação, que começou na madrugada de quarta-feira (23) foi realizada pela Polícia Civil em parceria com o Detran. O objetivo é cumprir 45 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão contra funcionários e prestadores de serviços dos postos de vistoria Detran.

Ao todo, 66 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Publico do Rio pelos crimes de corrupção passiva, inserção de dados falsos no sistema do Detran, falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha.

"A operação Contramão 1 e Contramão 2 eram voltadas para a área de habilitação. Nós estamos atuando agora numa outra área. É exatamente a área de veículos. Então, eram outras pessoas, com outros modus operandi e outras ofertas de serviços ilícitos", afirmou David Anthony, corregedor do Detran-RJ.

A ação foi desencadeada a partir de investigações da Corregedoria do Detran-RJ, da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, participaram da ação seis delegados, cinco promotores de Justiça e de mais de 200 agentes da Polícia Civil.

Segundo o subcoordenador do Gaeco, Marcelo Barbosa Arsênio, inicialmente havia três núcleos de investigação, já que a polícia acreditava se tratar de três quadrilhas distintas. "São três núcleos diferentes - em Paracambi, em São Pedro D'Aldeia e em Araruama - que não tinham relação entre eles. A operação se iniciou em Paracambi e na Região dos Lagos. Com o caminhar, a gente viu que as atividades eram as mesmas. E a coordenação geral do Gaeco decidiu fazer uma única operação", explicou Arsênio.

Como funcionava a fraude

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), no posto de vistoria de Paracambi, foram 20 denunciados, entre eles o chefe do local, apontado como líder da quadrilha que atuava naquele órgão. Em Araruama, foram denunciadas 46 pessoas, todos funcionários e prestadores de serviço de dois postos de vistoria, chefiados por um homem apontado como o líder da quadrilha deste local.

Pela denúncia, os chefes dos postos de Paracambi e Araruama organizavam a atividade dos demais funcionários, cada qual em seu posto, e arrecadavam o dinheiro recebido por eles de motoristas que não desejavam submeter seus veículos aos procedimentos das vistorias regulares. O ex-subchefe do posto de Araruama também é apontado como um dos líderes por manter as atividades ilícitas no posto de vistoria de São Pedro D'Aldeia, onde era o atual chefe.

Ainda segundo a denúncia, cada funcionário participava do esquema dentro de suas atribuições, arrecadando propinas. Entre eles: o chefe e o subchefe do posto, passando pelo técnico de controle e seus auxiliares, o vistoriador, o perito, o certificador, o vigilante e os despachantes. Em troca, eles deixavam de vistoriar os veículos e regularizar documentos diversos de licenciamento ao apresentarem laudos falsos, dando aparência de legalidade na emissão da documentação de veículos irregulares. Assim, Certificados de Registro de Veículos (CRV) e Certificados de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) eram “comprados”, ao mesmo tempo em que era permitida a circulação irregular de veículos sem condições de trafegabilidade, afirma o MP-RJ.

O Ministério Publico informou que também foram identificadas irregularidades como fraudes no documento de transferência de propriedade dos veículos (DUT-Recibo), retirada de multas e IPVAs atrasados do sistema do Detran, além de emissão fraudulenta de Carteiras de Habilitação.

PM entre os denunciados

O MP-RJ também afirma que as taxas cobradas pelos denunciados ficavam entre R$ 50 e R$ 300 por operação fraudulenta, variando de acordo com o cliente, com o grau de dificuldade da operação ou com o total de serviços solicitados.

Os promotores de Justiça do Gaeco Bruno Gangoni e Marcelo Arsênio estimam que as duas quadrilhas faturavam de R$ 200 mil a R$ 250 mil mensais apenas com a chamada “vistoria fantasma”, quando o motorista não levava o veículo para inspeção e ainda assim recebia a documentação necessária para circular.

Entre os denunciados está um policial militar, perito cedido inicialmente ao posto de vistoria de Araruama, atualmente trabalhando no Posto de São Pedro D'Aldeia, onde continuou a exercer as práticas ilícitas, segundo o MP.

A investigação teve por base conversas telefônicas captadas com autorização da Justiça, que flagraram diálogos entre os membros da quadrilha, descrevendo as práticas criminosas em curso até novembro deste ano.

Prisão em outubro

Essa não é a primeira vez que a polícia faz uma operação contra fraudes no Detran-RJ. Em outubro, um grupo foi preso por suspeita de usar moldes de silicone para falsificar digitais no órgão. Entre os presos, havia despachantes, zangões (despachantes não oficiais), prestadores de serviço e funcionários do Detran, além de instrutores e donos de autoescola.

No dia 26 de outubro, o MP denunciou ao juízo da 43ª Vara Criminal da Capital 65 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes de fraude no Detran. No mesmo dia, o MP também requisitou à Justiça a decretação da prisão preventiva de 52 dos denunciados.

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