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24/11/2011 - D24am Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Abastecimento de água é fraudado por 60% dos imóveis do Centro

Por: Cleidimar Pedroso

Operação da Águas do Amazonas identificou e notificou, em três dias, 50 empresas que roubavam o sistema. Débito das empresas na área chega aos R$ 5 milhões.

Manaus - Dos 15 mil clientes da Águas do Amazonas no Centro de Manaus, 60% estão fraudando o sistema de abastecimento, os populares ‘gatos’. A estimativa foi divulgada, ontem, pelo diretor de relações institucionais da concessionária, Arlindo Sales Pinto. A divida dos comerciantes e donos de hotéis com a empresa chega a R$ 5 milhões.

Desde a semana passada, a Águas do Amazonas montou uma operação para identificar e barrar fraudes na rede de abastecimento. Em três dias, mais de 50 ligações fraudulentas já foram identificadas. Ontem, a operação percorreu a Rua 10 de Julho e a Avenida Getúlio Vargas.

“Na maioria dos casos, o cliente que adota essa prática é o mesmo que não paga suas altas dívidas com a Águas do Amazonas. São dívidas que ultrapassam R$ 20 mil, por exemplo, e eles optam por fazer uma ligação fraudulenta”, contou Sales. Ele explicou que a fraude ocorre de três maneiras.

A mais comum é quando desviam a água por um cano antes que ele passe pelo hidrômetro e, desta forma, o consumo não é registrado. Há também as ligações diretas, quando não há hidrômetro entre a ligação que leva água da rede para a casa. E, ainda, o desvio de ramal, quando a ligação não é registrada no cadastro da companhia de abastecimento.

“Como o sistema do Centro é antigo, as pessoas estão com a fraude há muito tempo, tirando vantagem da população que paga suas contas em dia e tem o abastecimento regularizado. Essas ligações irregulares prejudicam o sistema porque nos fazem produzir muito mais água. Água que poderia ser destinada à zona leste onde o abastecimento ainda tem falhas”, declarou.

Os 50 proprietários dos comércios e hotéis flagrados cometendo a irregularidade tiveram as ligações cortadas, foram notificados para se regularizarem e multados em valores que variam de R$ 400 a R$ 600. “Além disso, vamos à delegacia da área registrar um Boletim de Ocorrência (BO), para que quem cometeu a fraude responda criminalmente. Vamos também entrar em contato com a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) para que esses comerciantes sejam constrangidos”, disse.

O presidente da CDL - Manaus, Ralph Assayag, elogiou a operação da Águas do Amazonas, mas criticou a demora da empresa em verificar e resolver reclamações feitas pelos consumidores. “Somos contra qualquer situação clandestina, mas a Águas do Amazonas poderia também dar mais velocidade em verificar e resolver as reclamações das pessoas”, disse.

“No Centro, é grande o número de pessoas que reclamam que o consumo registrado no hidrômetro é maior que o consumo real. Há casos de pessoas que mudaram de prédio, o prédio ficou desocupado por mais de um mês, mas o valor da conta continuou semelhante ao de quando o prédio estava sendo utilizado. Devia haver um departamento para dar mais velocidade e isso faria as pessoas terem um pouco menos de raiva”, afirmou.

Nos primeiros dois dias de operação, foram fiscalizados estabelecimentos nas Ruas Marcílio Dias, Lobo D’ Almada, 7 de Setembro, José Paranaguá, Marciano Armond e Doutor Machado. Denúncias podem ser feitas à Águas do Amazonas pelo telefone 08000-920-195 ou através do site da empresa (www.aguasdoamazonas.com.br).

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