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11/11/2011 - Abril Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Eles disseram não a 1 milhão de reais

Por: Roberta Paduan


A operação que levou à prisão do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que comandava o tráfico de drogas na Rocinha, mostrou o pior e o melhor do Brasil. O pior já foi amplamente divulgado: a corrupção de agentes públicos. Pouco antes da prisão do traficante mais procurado do Rio, três policiais civis foram presos fazendo escolta de bandidos que fugiam da favela, que será ocupada pela Polícia Militar e pelas Forças Armadas neste final de semana. Já o melhor, e que merece destaque, são os agentes públicos honestos, que não se corromperam com 1 milhão de reais oferecidos pelos bandidos que levavam Nem escondido no porta-malas do carro.

O cabo André Souza, de 39 anos, é um dos policiais que interceptaram o carro em que o traficante fugia. Ele mora numa casa humilde, no subúrbio do Rio e ganha cerca de 1.900 reais por mês para trabalhar no Batalhão de Choque. Na semana passada, Souza, que é órfão desde os seis anos de idade, anos participou de outra ação arriscada, tentando socorrer o cinegrafista Gelson Domingos, da Bandeirantes, morto por traficantes na favela Antares, na zona oeste do Rio. Em entrevista ao jornal O Dia, Souza contou que foi aplaudido pelos colegas quando chegou ao quartel depois da operação da Rocinha. Contou também outra parte das homenagens que recebeu após participar da prisão de Nem: “Minha mulher me ligou e disse que sou o herói dela. Isso vale mais que 1 milhão”.

A prisão de Nem foi cinematográfica. O bandido fugia da favela no porta-malas de um carro na madrugada de quarta para quinta-feira. O carro foi interceptado na Gávea, zona sul do Rio, por policiais do Batalhão de Choque, que faziam o cerco à favela. Havia três pessoas no carro. Uma se identificou como cônsul da República Democrática do Congo e as outras duas como advogados (mais tarde, descobriu-se que o homem que se identificou como cônsul também é advogado e nada tem a ver com a reprensentação congolesa no país). O suposto cônsul alegou imunidade diplomática para impedir a vistoria do veículo. Aí, entrou o preparo dos bons policiais, que não se intimidaram e disseram que o acompanhariam até uma delegacia para que o carro fosse vistoriado.

No trajeto para a delegacia, o suposto cônsul fez sinal para que os policiais parassem. Fora do carro, afirmou que estava transportando 1 milhão de reais e que estava cometendo crime de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Finalmente, perguntou quanto os policiais queriam para liberá-lo. Os PMs não aceitaram o suborno e mandaram que eles seguissem para a delegacia da Polícia Federal. Os bandidos partiram, mas pararam novamente e, mais uma vez, tentaram subornar os policiais. A Polícia Federal, que havia sido acionada pelos PMs, chegou em poucos minutos e abriu o porta-malas onde Nem estava escondido. No carro, havia 59.000 reais e 50.000 euros. Em depoimento na PF, Nem disse que pagava mais de 50 milhões reais por ano em propina a policiais. É claro que há muitos policiais corruptos à solta. Mas, quanto mais a polícia fechar o cerco contra sua banda podre, mais arriscada será a corrupção. E é assim que ela diminui.

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