Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIFICAÇÃO DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste importante treinamento programado para o dia 16/08/2018 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

25/10/2011 - Inteligemcia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Combate à lavagem de dinheiro cai em importância na pauta de Conselhos de bancos em função da crise financeira

Custos de combate à lavagem de dinheiro aumentam 45%; foco nas ‘Pessoas Politicamente Expostas’ se intensifica em função da Primavera Árabe.

O nível de interesse dos Conselhos de Administração de bancos no combate à lavagem de dinheiro (ou AML – anti-money laundering, em inglês) está sendo pressionado por outras prioridades em razão da crise financeira, de acordo com a pesquisa global Combate à Lavagem de Dinheiro da KPMG: Como os bancos estão enfrentando o desafio, de 2011. O estudo revelou uma queda de nove pontos percentuais na opinião dos Conselhos que consideram o AML uma questão de alta relevância (de 71% em 2007 para 62% em 2011).

Brian Dilley, diretor global de Combate à Lavagem de Dinheiro da KPMG, comenta: “Embora seja compreensível que os Conselhos estejam focados na sua sobrevivência e na onda de mudanças regulatórias, eles precisam assegurar que o Combate à Lavagem de Dinheiro continua tendo alta prioridade. Caso contrário, correm o risco de sofrer multas pesadas e contratempos ao negócio, particularmente no que se refere ao cumprimento de sanções”.

A pesquisa também constatou que os custos operacionais do AML aumentaram em média 45% desde 2007, sendo que é estimado um novo aumento de 28% previsto para os próximos três anos. No entanto, muitos profissionais de AML possuem um histórico de subestimar os custos futuros. Em 2007, menos de um quinto (17%) dos entrevistados previram um aumento de 51% ou mais, enquanto que quase um terço (31%) deles afirmaram que seus custos de fato aumentaram nesse patamar ao analisarem o mesmo período.

Segundo Brian Dilley, “em um ambiente de restrição de caixa, é fundamental que os profissionais de AML ofereçam previsões de custos realistas para o Conselho: não somente em função dos riscos significativos que precisam ser gerenciados, mas também para que continuem contando com credibilidade nos Conselhos, que não gostam de solicitações reiteradas de recursos financeiros adicionais”.

Apesar desse aumento nos gastos, somente 10% dos respondentes possuem profissionais externos ou terceirizados em suas áreas de AML, com 80% deles nunca tendo considerado essa opção. Os bancos podem estar perdendo oportunidades de economizar dinheiro em alguns dos aspectos de risco mais baixo de seus programas de AML.

A pesquisa também incluiu pela primeira vez na apuração ‘atividades antisuborno e anticorrupção’, e esse tópico imediatamente foi classificado como a terceira maior área de gastos, indicando que o alcance extraterritorial e maior expectativa regulatória associados com o novo U.K. Bribery Act e o U.S. Foreign Corrupt Practices Act estão causando impacto.

Maior foco nas Pessoas Politicamente Expostas

Os eventos recentes no Oriente Médio e África do Norte intensificaram o foco nas Pessoas Politicamente Expostas (PEPs – Politically Exposed Persons, em inglês). Desde a pesquisa de 2007, o número de respondentes com processos formais para identificar e monitorar PEPs aumentou de 71% para 88%. A Third EU Money Laundering Directive, que foi implementada em 2007, e exigiu que os bancos monitorem as PEPs, teve um claro impacto, com o número de instituições europeias com esses procedimentos aumentando de 65% em 2007 para 94% em 2011.

“Conforme o Levante Árabe de 2011 se prolongou pelo verão e foi além dele, é interessante observar que as instituições financeiras em todo o mundo tiveram a perspicácia de melhorar seus controles ao adotar uma abordagem baseada no risco para conhecer seus clientes, uma vez que a maioria (96%) atualmente utiliza o status de PEP como um fator de risco”, afirma Brian Dilley.

Para ele, “o desafio para os bancos é que, em alguns casos, as PEPs se tornaram alvos de sanções ou persona non grata de um dia para o outro, e as autoridades globais investigavam transações passadas com PEPs com os quais anteriormente incentivavam negócios”.

“Os bancos precisam assegurar que possam justificar seus relacionamentos com PEPs, particularmente analisando as mudanças futuras em sua posição política. Eles sempre deverão perguntar onde a PEP obtém os recursos que estão passando pela instituição, e estar prontos para explicar o motivo das transações que realizam”, conclui o executivo.

Base da pesquisa

Para a compilação dos dados da pesquisas, foram entrevistados, ao final de 2010, 197 diretores da área de Compliance e outros executivos sênior de bancos de 69 diferentes países no final de 2010.

Mais detalhes sobre a pesquisas podem ser obtidos no seguinte link (em inglês): www.kpmg.com/au/en/issuesandinsights/articlespublications/pages/global-anti-money-laundering-survey-2011.aspx

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 184 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2018 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal