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13/09/2007 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia acaba com quadrilha de golpistas

Por: Vânia Cunha


Rio - Sete integrantes de uma quadrilha de estelionatários foram presos na manhã de ontem por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na Operação Narciso. A investigação — feita durante seis meses — contou com a tecnologia para descobrir as fraudes de documentos usados para obter financiamentos de veículos e cartões de crédito e de lojas. Três acusados ainda estão foragidos, entre eles um traficante do Complexo do Alemão.

O monitoramento da quadrilha, com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e filmagens, começou durante as investigações sobre menores acusados de participar da morte do guitarrista da banda Detonautas, Rodrigo Netto, em junho do ano passado. Os policiais interceptaram conversas de integrantes do bando de falsários e começaram a investigá-los.

No escritório de Renato David Selem, na Penha, ele e os comparsas Valmir de Melo Conceição e Fagner Jesus Roberto falsificavam identidades, CPFs, comprovantes de renda e outros documentos para a compra de veículos. Nas conversas gravadas, os acusados estipulam preços para os documentos: R$ 280 por um CPF e R$ 70 por RG. E ainda comentam que o preço está “baratinho”.

MECÂNICA DO GOLPE

Depois de prontos, os documentos eram repassados a ‘laranjas’, que compravam carros e motos, revendidos a terceiros por um preço menor. A polícia descobriu que o bando chegou a conseguir até quatro financiamentos por semana, mas só pagava a primeira parcela. A preferência eram carros usados e motos zero quilômetro, modelos CB 500 e Twister.

Fagner, Renato e seu motorista, Rogério Reis da Silva, foram presos no escritório da Rua Plínio de Oliveira. No local, havia dezenas de documentos, cartões de banco e lojas, além de talões de cheque. Valmir foi detido em casa, no Alemão.

Para operar o esquema, os estelionatários contavam com um funcionário da concessionária Di Casa Motos, em Niterói, Bruno de Almeida Dvoraninovier, que facilitava a compra dos veículos, repassando as fichas falsas dos compradores para as operadoras de crédito. Ele acabou preso em seu local de trabalho.

A polícia suspeita que 80 pessoas tenham sido lesadas pela quadrilha. Alguns compradores, porém, conheciam Fagner e sabiam do esquema. Essas pessoas foram identificadas e serão chamadas a depor na DPCA.

Os outros presos são: Wilmar Rodrigues da Silva, capturado em casa, na Praça Seca, e Marcelo Pina Ferreira, detido em Duque de Caxias. O bombeiro Ubirajara da Silva Machado, Allan Luiz Silva Bastos e o traficante Anderson da Silva Alves estão foragidos. Todos serão indiciados por falsidade ideológica, formação de quadrilha e estelionato.

DVD da operação com trilha sonora de rock

Além das escutas telefônicas, os policiais filmaram alguns locais em que a quadrilha atuava. Foi montado um DVD sobre a operação (com a música ‘Money’, do grupo Pink Floyd, ao fundo), que detalha o esquema de fraude e organograma do bando.

Cinco equipes da DPCA se dividiram e saíram por volta das 6h30 em busca dos acusados. Anderson já cumpriu pena por tráfico e homicídio. De acordo com as investigações, com a repressão ao tráfico e a ocupação do Complexo do Alemão pela polícia desde maio, a venda de drogas deixou de ser lucrativa. O criminoso, então, resolveu buscar ‘renda extra’ no estelionato, unindo-se a Fagner.

As investigações apontam que Fagner tem uma conta ativa no Unibanco, com saldo de R$ 6 mil.

A polícia ainda investiga a participação de uma mulher, que iria a lojas de departamento, onde conseguia cartões com documentos falsos e até comprava roupas para os comparsas. Parentes dos presos foram à DPCA, mas nada comentaram.

GRAVAÇÃO

Interceptações telefônicas mostram diálogos entre os bandidos em que eles combinam preços e maneiras de conseguir documentos falsificados.

Alan: Tipo assim, ele cobra, tipo CPF, ele cobra R$ 280. Entendeu?
Fagner: Certo.

Alan: Tipo assim. Eu acho que tá barato pra c.. Não tá, não?
Fagner: Mas só o CPF só?

Alan: É, e o IFP.
Fagner: É os dois no caso?
Alan: Não. Um é R$ 280 e o outro, R$ 70. Tu acha que não tá baratinho não?

Wilmar: ...É só tu arrumar a fita do contracheque igual ao Wagner arrumou aí. O resto é mole, cara. O resto, fazer é mole...
Anderson: Tem que abrir essa sua firma aí, pô.

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