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24/10/2011 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais um é preso suspeito de integrar quadrilha de falsos fiscais da Cetesb

Outros dois suspeitos já tinham sido detidos na Zona Norte de SP. Corregedoria diz que criminosos podem ter feito ‘centenas’ de vítimas.

Um terceiro suspeito de integrar uma quadrilha que simulava fiscalizações da Companhia Ambeintal do Estado de São Paulo (Cetesb) foi preso na noite desta segunda-feira (24), segundo a assessoria da empresa. Outros dois já tinham detidos na Zona Norte de São Paulo suspeitos de estelionato.

Para para aplicar golpes em comerciantes e empresas da capital paulista e da Grande São Paulo, a quadrilha utilizava uma Kombi com adesivos e o logotipo do órgão durante as abordagens. O grupo é formado por sete ou oito pessoas e pode ter feito “centenas de vítimas”, segundo a Corregedoria da Secretaria do Meio Ambiente.

“Criminosos travestidos de funcionários públicos passavam a ideia e a imagem de uma falsa fiscalização. Eles constatavam um passivo ambiental que nunca existiu, autuavam a empresa e davam um prazo para que ela se regularizasse. Antes desse prazo vencer, a própria quadrilha se apresentava para realizar os serviços de remediação do solo”, afirmou o corregedor do Núcleo de Inteligência do Setorial do Meio Ambiente, João Batista Beolchi.

Ele disse acreditar que os criminosos agiam havia dois anos. As investigações começaram há pouco mais de um mês porque comerciantes mandaram perguntas sobre as autuações para a Cetesb, que constatou que os endereços não tinham sido inspecionados. “A quadrilha era muito bem organizada. Quem fazia fiscalização não era a mesma pessoa que oferecia os serviços da empresa falsa”, disse o corregedor.

Antes de oferecer os serviços da falsa empresa, os criminosos tentavam conseguir dinheiro dos comerciantes em troca das autuações. “Em algumas situações, eles já praticavam uma extorsão de forma direta. Trocavam a autuação pelo valor em espécie, de R$ 50 mil a R$ 70 mil, como se fosse uma concussão. A partir dessa situação, eles não elaboravam um auto de infração”, afirmou Beolchi. Caso o comerciante se recusasse a pagar, outra equipe da quadrilha voltava antes do prazo da falsa autuação para oferecer os serviços da remediação.

Para enganar as vítimas, a quadrilha até simulava a colocação de equipamentos. “Em alguns casos, eles simulavam a colocação de algum equipamento, que ficava sem produzir efeito prático. Enquanto isso, eles cobravam uma taxa mensal pela remediação do solo”, contou o corregedor. A mensalidade variava de R$ 5 mil a R$ 15 mil, segundo as investigações.

A prisão de dois dos suspeitos ocorreu no início da tarde, após eles realizarem visitas na Zona Norte. “Muitas empresas não cediam a uma primeira investida da empresa falsa, então elas eram visitadas no mínimo duas ou três vezes”, contou Beolchi. Eles acabaram detidos quando saíram de uma vítima e estavam a caminho de outra. A Kombi, por sua vez, foi apreendida em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, por outra equipe que participava da operação.

A Corregedoria irá investigar se houve algum envolvimento de funcionários da Cetesb com a quadrilha. “É missão da Corregedoria procurar qualquer elo ou vínculo que se ligue a funcionário público ou ex-funcionário público, que poderia estar dando informações ou de qualquer forma auxiliando a quadrilha”, disse Beolchi. Os presos foram levados para o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

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