Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

27/10/2011 - Jornal Pequeno Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Documentos são apreendidos na casa de supostos mandantes

Por: Gabriela Saraiva


Durante uma operação, que contou com a participação de quatro delegados, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, que apuram os casos de fraudes de uma quadrilha na venda de terrenos na região do Araçagi, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. A ação foi descoberta após as investigações sobre o assassinato do empresário Marggion Lanyere Ferreira Andrade, de 45 anos, encontrado enterrado em uma cova rasa, em um terreno de sua propriedade no Araçagi.

De acordo com o superintendente de Polícia Civil da capital, delegado Sebastião Uchoa, as buscas e apreensões foram realizadas na casa do corretor de imóveis Elias Orlando Nunes Filho, na Territorial Imobiliária, de sua propriedade; na residência do vereador de Paço do Lumiar, Edson Arouche Júnior, o “Júnior do Mojó”, também sócio da imobiliária; e na casa de um funcionário do cartório de São José de Ribamar, identificado apenas como Diniz. “Ainda vamos investigar se Diniz tem ligação com a quadrilha, depois que todo material apreendido no local onde ele mora for periciado”, explicou o superintendente.

Na residência de Elias, localizada na Rua C, quadra 6, casa 24, Bairro do Planalto Anil II, foram apreendidos notebooks, CPU, uma pasta com documentos de imóveis, inclusive com indícios claros de falsificação, uma placa da Territorial Imobiliária, além do valor de R$ 2.350. Na imobiliária (Avenida MA53, n° 2200 – Araçagi), foram encontrados placas de venda de imóveis, blocos de recibo entre outros documentos.

Na casa do vereador “Júnior do Mojó”, na Rua Santa Quitéria, n° 12 – Jardim Eldorado (Turu), foram apreendidos notebooks, netebooks, CPU, um rifle calibre 22, diversos cheques, pasta com documentos, caneta com câmera, R$ 9.800 e um cofre fechado com mais documentos. Na residência de Diniz, na Rua 9-S, quadra 9, n° 6 – Jardim das Palmeiras (Cidade Operária), foram apreendidos um notebook e vasta documentação de imóveis do cartório de São José de Ribamar.

Todo o material apreendido será periciado. “Encontramos documentos cuja fraude é gritante. Ela se dava da seguinte forma: eles registravam um documento de forma legal no cartório e extraiam o selo dele para inserir em um falso, de imóvel. Entretanto, ainda precisamos checar se existe, entre essas documentações, alguma que seja original ou se pertencem a algum cartório clandestino, que é o que desconfiamos”, explicou o delegado Carlos Alberto Damasceno, que participou da operação.

Conforme detalhou o delegado Sebastião Uchoa, quatro delegados, entre eles Maurício Ribeiro Martins (da Polinter), Alberto Wagner (do 20° Distrito Policial/Parque Vitória), Paulo Hertel (da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos), e Alberto Damasceno participaram das buscas e apreensões, realizadas simultaneamente, ontem.

De acordo com Uchoa, uma força tarefa, composta por três delegados (a serem ainda escolhidos pela Delegacia Geral), por um perito criminal da Polícia Civil e outro designado pela Corregedoria Geral de Justiça, será formada por determinação do secretário de Segurança, Aluísio Guimarães Mendes, para investigar todos os crimes praticados por essa quadrilha. A polícia estima que as fraudes tenham iniciado desde a década de 80, uma vez que já foram identificadas vítimas desde essa época.

Vítimas – Segundo o delegado Sebastião Uchoa, a polícia levantou uma relação de mais de 50 pessoas vítimas da ação da quadrilha. “Tem pessoas que foram alvo desses criminosos que já até faleceram”, revelou Sebastião Uchoa.

Durante a presença da reportagem na SPCC, ocorreu a chegada do engenheiro Reginaldo Cruz, que também pode ter sido mais uma vítima da quadrilha. Ele contou que comprou em 2008 um terreno no Araçagi, colocou um caseiro no local e precisou se ausentar uma semana, quando retornou encontrou um homem armado contratado por um médico chamado Paulo, da cidade de Bacabal, que se dizia ser o dono do local.

“Tentei registrar ocorrência em várias delegacias e não consegui. Tenho os documentos originais do terreno, porque comprei diretamente das pessoas que haviam herdado a área. Agora, espero que eu consiga recuperá-lo ou que seja ressarcido”, disse o engenheiro.

Para o superintendente de Polícia Civil da capital, esses são apenas os primeiros nomes de pessoas envolvidas no esquema criminoso. “Existem crimes dessa quadrilha desde 15 a 20 anos atrás. Queremos agora encontrar a raiz e saber como tudo começou”, declarou Sebastião Uchoa.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 214 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2018 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal