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11/09/2007 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dono da Petroforte é acusado de fraudar leilão


Investigações do Ministério Público de São Paulo podem comprometer ainda mais o empresário Ari Natalino da Silva, dono da Petroforte e denunciado com mais 66 pessoas pela prática de prática de 14 crimes. Entre eles, falência fraudulenta, desvios de bens, falsificação de documentos públicos e particulares, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A suspeita é de que Natalino tenha fraudado leilões para retomar os próprios bens bloqueados pela Justiça. A Petroforte era uma das principais distribuidoras de combustível do país.

A denúncia é do promotor responsável pelo caso, Arthur Migliari Júnior. De acordo com ele, testas-de-ferro de Natalino iam a leilões e davam lances para comprar bens que antes eram da Petroforte ou das cerca de 200 empresas originadas a partir dela.

“Ele (Natalino) tem um bem penhorado. Um homem aparece como o arrematante, dá um lance e arremata esse mesmo bem, enganando todo mundo porque não temos idéia de quem seja”, explicou nesta terça-feira (11) o promotor. Desta forma, Natalino estaria enganando a Justiça ao dizer que não tem bens e recursos para pagar suas dívidas.

A constatação da possível prática do crime ocorreu no fim de agosto, quando Migliari ainda analisava documentos apreendidos em um dos escritórios da empresa. Um dos papéis anunciava a realização de um leilão em março de 2006. O bem em questão era uma impressora avaliada em R$ 5 mil.

“Ele (suposto testa-de-ferro de Natalino) venceu com um lance de R$ 4.150, mas só pagou R$ 800. O juiz mandou cancelar o leilão e processar o arrematante”, contou o promotor. Ele disse ter descoberto a relação entre Natalino e o comparsa cruzando informações contidas na documentação apreendida. Procurados, Natalino e seu advogado não foram encontrados para comentar as acusações.

O caso vai para a Promotoria de Justiça Criminal e o homem apontado como testa-de-ferro pode ser denunciado por crime de fraude em concorrência pública. Migliari informou ainda que alguns bens da Petroforte e das outras empresas (o promotor informou quantos são ao todo) foram confiscados após descoberta de sonegação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Em agosto deste ano, a Justiça acolheu a denúncia do MP contra Natalino e as outras 66 pessoas suspeitas de participar do esquema de corrupção. A quadrilha é acusada de desviar R$ 600 milhões, dos quais pelo menos R$ 30 milhões teriam ido para paraísos fiscais.

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