Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FRAUDES NAS EMPRESAS

Veja aqui a programação deste importante treinamento programado para o dia 26/04 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

25/10/2011 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Aposentados recebem falsos ofícios

Por: Bruna Dias

Documento trata de um valor ganho em ação, mas para recebê-lo é preciso depositar determinada quantia em dinheiro.

Dois funcionários públicos de Bauru que são leitores do JC fizeram, ontem, uma denúncia sobre um golpe que uma falsa empresa está tentando aplicar na cidade. Um homem de 68 anos e uma mulher de 64 receberam ofícios que, supostamente, teriam sido emitidos pela 23ª Vara Cível do Fórum da Comarca de São Paulo para receberem o dinheiro de suas respectivas ações, que nunca foram movidas por eles.

O homem, que pediu sigilo da identidade para evitar constrangimentos, contou que recebeu o ofício da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo na última semana.

“Eu achei estranho porque um ofício nunca chega pelos Correios, mas li o documento. Acabei ligando nos telefones que estavam descritos no ofício e falei com uma advogada, que também tinha o nome descrito neste documento. Ela me explicou que eu havia ganho a ação por extensão, e que a ação não tinha sido movida por mim. Esta empresa que está supostamente responsável pela ação é de Miracatu (SP)”, contou.

A primeira vítima a falar com o Jornal da Cidade não parou no telefonema, em que a advogada exigia a quantia de R$ 6.295,10 pela liberação do dinheiro da tal ação. Pediu que seu filho, morador da Capital paulista, fosse até o local e questionasse o ocorrido. Descobriu que há muitos processos sendo movidos em desfavor da empresa em questão.

Os requeridos nestes dois casos são a Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepios Beneficente (Capemi), GBOEX, Caixa Geral S/A e Previdência Privada.

Mais de 60

O foco desta “empresa” são os funcionários públicos aposentados com mais de 60 anos. Exatamente o perfil da segunda vítima a procurar o JC: uma mulher, professora aposentada com 64 anos de idade, que também teve a identidade mantida em sigilo.

“Eu recebi o ofício neste sábado e veio pelos Correios. Quando abri e vi que era do Fórum, fiquei até assustada. Como sou aposentada, procurei a Associação dos Aposentados, que me orientou e inclusive ligou para o telefone que estava descrito no documento. O homem só podia atender às 9h15, e assim fizemos. Ele disse que eu tinha que confirmar todos os meus documentos e depositar a quantia de R$ 3.607,30 para receber a ação de R$ 56.099,35, que eu nunca movi”, relatou.

A diferença entre esses dois relatos é que o processo do homem de 68 anos realmente existe, no entanto, no nome de outra pessoa que ele nunca conheceu. “Eu já trabalhei próximo a esta cidade onde fica a empresa, mas não conheço este homem do processo. Nunca movi nenhuma ação. A mulher que me atendeu é advogada e confirmei isso na OAB. Mas o endereço da empresa não existe, é um terreno baldio”, frisou.

Já o número do processo do qual a mulher de 64 anos foi citada não é possível ser localizado no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. “Nós ainda tentamos sugerir à pessoa que nos atendeu que descontasse o valor a ser pago do valor que eu receberia para eu não ter que desembolsar o meu dinheiro, mas ele não aceitou. Então fui até o Plantão Policial e registrei um boletim de ocorrência não criminal sobre o fato”, destacou a mulher.

Tribunal de Justiça faz alerta

Ao ser comunicada sobre a situação das duas vítimas que procuraram o JC, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) informou que este é o mais novo golpe aplicado relacionado ao TJ.

O alerta descreve exatamente a situação vivida por essas duas pessoas de Bauru: falsos processos geralmente se referem a instituições de Previdência Privada, como Capemi - Caixa de Pecúlios, Gboex, Montepio Mongeral e outras.

Em golpes anteriores, também alertados pelo TJ-SP, as fraudes consistiam em correspondências ou e-mails informando a existência de ações indenizatórias em favor de das vítimas e solicitação para que entrassem em contato.

As vítimas também recebiam uma cópia da falsa decisão, que teria sido encaminhada por uma das Câmaras do TJSP, pela Vara de Falência ou pelo do Setor de Cartas Precatórias.

Ao ter conhecimento do golpe, o Tribunal de Justiça iniciou um trabalho de divulgação alertando que o TJSP não expede ofícios solicitando contato telefônico referente a qualquer depósito de resgate de valores.

O tribunal orienta para que, antes de ligar para o número informado na falsa mensagem eletrônica ou falso mandado, a pessoa consulte as unidades judiciárias (cartórios/varas) disponíveis no site do Tribunal de Justiça: www.tjsp.jus.br, no link “endereços e telefones”.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 229 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2018 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal