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22/10/2011 - O Jornal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação descobre fraudes em programas sociais em Traipu


Uma operação deflagrada na manhã de ontem pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado, o antigo Gecoc, do Ministério Público Estadual (MPE) levou 20 homens da Força Nacional de volta ao município de Traipu, no Agreste alagoano. Eles cumpriram mandatos de busca e apreensão e encontraram novos indícios de irregularidade contra o prefeito, Marcos Santos, foragido da Polícia Federal desde o último dia 20 de setembro, quando foi deflagrada a “Operação Tabanga”.

A casa do ex-chefe do executivo e de alguns integrantes de sua equipe, além da sede da prefeitura, foram vasculhadas durante a operação. De lá, os agentes da Força Nacional saíram carregados com documentos, computadores e até um cofre.

As buscas foram feitas nas casas de Antônio Farias, coordenador do programa social municipal Renda Mínima, onde nada foi encontrado. Mas, em poder do presidente do conselho do Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb), Kleriston Barbosa Félix; do chefe de gabinete e ex-secretário de Educação Alecsandro Guimarães foram encontradas provas de que a folha de pagamento do funcionalismo público de Traipu foi gerada diversas vezes nos computadores pessoais de servidores da prefeitura.

CADASTRO “FANTASMA” – Além disso, a operação conseguiu pegar um cadastro fantasma de centenas de beneficiários de um programa social criado pela prefeitura. “Estes programas eram doações utilizadas com a finalidade de desviar recursos públicos, já que a maior parte do dinheiro dos “vales” ficava nas mãos de Marcos Santos”, afirmou o promotor de Justiça coordenador do Gaeco, Luiz Tenório. “O prefeito fingia que ajudava pessoas carentes, através de programas, mas na verdade tudo era uma forma de desviar dinheiro”, explicou.

Entre essas “ajudas” planejadas por Marcos Santos, o promotor aponta uma compilação de programas municipais que imita o Bolsa Família. Todos os programas foram aprovados pela Câmara de Vereadores e tinham como público alvo famílias carentes e estudantes. “Na hora do pagamento aos beneficiários, o município superfaturava o vale e retinha a maior parte do valor”, explicou o promotor. “O vale-gás, por exemplo, era equivalente a R$ 230. O beneficiário recebia o valor de um botijão, que custa pouco mais de trinta reais, e o restante ficava com o prefeito”, afirmou Luiz Tenório.

As investigações chegaram até Maceió, onde foram cumpridos três mandados de apreensão.

EM MACEIÓ – Na capital, o Gaeco chegou até uma empresa fantasma, na Gruta de Lurdes, de onde foram, encontrados indícios de contratos firmados com a prefeitura de Traipu, no valor de R$ 4,3 milhões para fornecer alimentos e livros.

Na empresa, uma série de irregularidades foram encontradas, como o endereço fantasma “Quando rastreamos outra empresa, descobrimos que ela não existe nos endereços fornecidos. No endereço estava apenas um terreno baldio”, acrescentou o promotor.

Segundo ele, essa empresa não está sozinha nos crimes cometidos em Traipu. Quatro outras organizações chegaram a desfalcar R$ 4,2 milhões dos cofres públicos, por meio de 17 contratos. Uma delas, a construtora Santos Ltda, tem um capital de apenas R$ 80 mil, mas firmou um contrato de construção de pontes e ferrovias com um CNPJ falso.

O promotor disse que nunca viu nada igual ao que acontece em Traipu, cidade que chamou de “celeiro de crimes” “Em Traipu, existem todas as espécies de crimes contra a administração pública. Nunca vi nada igual. É um celeiro de crimes”, afirmou o promotor.

“TABANGA” - A mais recente ação da PF alagoana, foi um desdobramento da “Operação Mascoth”, desarticulou esquema de desvio de recursos federais destinados ao transporte escolar em Traipu.

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