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18/10/2011 - Diário da Amazônia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes são as maiores vilãs


Com mais de 500 mil clientes em todo o Estado, a Eletrobras Distribuição Rondônia, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica, se divide em três sedes para atender a todos os chamados das localidades, sendo nos municípios de Cacoal, Ji-Paraná e Porto Velho. Na Capital é onde a empresa recebe o maior número de solicitações e reclamações, devido, principalmente, ao aumento da demanda, ocasionado reflexo do crescimento explosivo da população, bem como comércio, indústria, dentre outros segmentos, situação agravada nos meses de setembro, outubro e novembro, devido aos fortes temporais.
As equipes de manutenção e serviço da Unidade de Negócios Norte, com sede na Capital, é responsável por atender a todos os municípios e distritos desde a Ponta do Abunã, até Itapoã do Oeste. A Unidade Centro, que fica em Ji-Paraná, atende aos municípios vizinhos, e o mesmo ocorre com a Unidade Sul, com sede em Cacoal. São cerca de 170 mil consumidores por unidade.
O gerente de Operação e Distribuição da empresa, o engenheiro Luiz Marcelo Reis, explica que, quando o consumidor solicita um reparo, por meio do 0800 647 0120, ele informa o código de sua unidade consumidora (UC), que vem identificado na fatura por uma tarja amarela. Por meio desse código, o Sistema de Gerenciamento de Distribuição (SGD) localiza a unidade a qual ele faz parte e então é aberta uma Nota de Reclamação (NR), encaminhada para o Centro de Operação da região, que designa uma equipe do plantão ao local indicado.
As redes de alta e baixa tensão são monitoradas 24 horas por dia, sendo um técnico para a primeira, formada por subestações e linhas de transmissão, e 10 para a segunda, que são as redes domésticas, onde ocorrem os maiores índices de incidentes.
Para atender Porto Velho e região, a empresa conta com 52 eletricistas, divididos em plantões de seis horas, sendo 16 destes divididos em oito equipes que revezam entre às 6h às 18h. A partir deste horário até às 00h, as equipes são reduzidas para sete, pois a partir das 18h não são atendidas as ocorrências da zona rural, a não ser que haja queda de cabos, ou postes, que acarretem riscos de acidentes, devido a dificuldade de acesso. De meia noite às 6h, horário de menor registro de ocorrências, apenas três equipes permanecem de plantão. Essas equipes são responsáveis pela realização de serviços ditos “leves”, ou seja, na rede de baixa tensão.
Ao chegar ao local, a equipe analisa o problema que, caso não possa ser resolvido, aciona a equipe de serviços pesados, que conta com um caminhão, três eletricistas, dois ajudantes e um motorista. São, ao todo, oito equipes pesadas, também responsáveis pelos serviços de manutenção programada. Para definir as regiões onde acontecerão as manutenções, existe uma equipe que monitora os indicadores, ou seja, são analisados o número de horas em que um local ficou sem energia, qual a reincidência e o tempo médio de atendimento. Baseado nesses dados, é efetuada uma inspeção no local, a fim de identificar o que ocasiona tais problemas, para que então a equipe de manutenção programe os horário e o dia em que os serviços serão realizados.

Porto Velho é campeã em ocorrências registradas no Estado

Quando o serviço de manutenção estiver programado, os moradores das residências devem ser comunicados com pelo menos cinco dias de antecedência. “Esses comunicados são emitidos por meio das emissoras de rádio, televisão, jornais impresso e em alguns casos, por meio de carro de som”, explica Luiz Marcelo.
Eletricista de alta e baixa tensão há 13 anos, Francisco Beleza diz nunca ter sofrido nenhum acidente durante o trabalho, e de acordo com ele, isso se deve ao uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Coletiva (EPC), que vai desde luvas, óculos, capacetes e botas especiais, até o filtro solar. “Já ouvi e vi casos, mas graças a Deus comigo nada nunca passou de susto”, conta, salientando que manter o contato com a central de plantão e informar quanto ao andamento dos trabalhos é de suma importância para a segurança de toda a equipe.
Das três unidades de atendimento em todo o Estado, Porto Velho é a campeã de ocorrências registradas. Em setembro, foram 8.818 solicitações, já em Ji-Paraná, a segunda colocada, o número foi de 864. De acordo com o engenheiro, além da demanda populacional ser muito maior, outro ponto que afeta a qualidade do fornecimento é o alto índice de fraudes. “Os rabichos (ligações irregulares), são os principais responsáveis pelos curtos circuitos, que acabam por desarmar a rede de transmissão, deixando bairros inteiros sem energia”, esclarece.

DEMORA

Quanto as reclamações de demora na execução dos serviços, principalmente na última semana, o engenheiro explica que isso se deu por se tratar de uma época de transição de contratos, com a saída da antiga empresa e a entrada da ganhadora da última licitação. A mão de obra escassa também foi um dos problemas do apontados.
A fim de minimizar o tempo de atendimento das ocorrências, o pagamento para a empresa terceirizada responsável por estes serviços será baseado na produtividade da equipes, ou seja, a empresa receberá pelo serviço executado, com o intuito de incentivar e otimizar a mão de obra executora. Além disso, a concessionária também tem investido em novas tecnologias, manutenção preventiva e na automação do sistema, que permite ocorrências da rede transmissora, as subestações, possam ser resolvido por meio da central, sem a necessidade de deslocar uma equipe até o local. Este sistema já foi implantado da subestação de Santo Antônio e o processo licitatório para a automação de outras oito subestações deve ser aberto na próxima quinta-feira.

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