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20/10/2011 - Diário do Grande ABC Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dono da Rochamar acusa Diniz de falsificar doação

Por: Sérgio Vieira


O empresário José Vieira da Rocha, dono da Rochamar Construções e procurador da Comercial Nova Rochamar, acusa o superintendente do Sama, Diniz Lopes (PR), de forjar doações de campanha em seu nome, na disputa eleitoral de 2010. No pleito, o político do PR - enquadrado na Lei da Ficha Limpa - não conseguiu votos suficientes para eleger-se deputado estadual.

Em prestação de contas enviada à Justiça Eleitoral por Diniz, a Rochamar consta como responsável por duas contribuições, que totalizam R$ 110 mil (uma de R$ 50 mil e outra de R$ 60 mil). Mas a medida fere a legislação, que limita doações de até 2% da receita bruta da empresa no ano anterior. O teto de doação da empresa de José Vieira seria de R$ 50 mil. Com isso, o Tribunal Regional Eleitoral multou o empresário em R$ 600 mil (dez vezes o valor do excedente).

Notificado, o empresário entrou com representação no Tribunal Regional Eleitoral contra Diniz, por, segundo ele, ter falsificado os recibos eleitorais. No documento, o empresário diz ser "vítima de fraude do então candidato a deputado estadual Diniz Lopes". Ele ainda fala que a atitude de Diniz foi para justificar receita em sua conta de campanha. "Não lhe restou outra alternativa a não ser forjar de forma ilítica a doação."

Na representação, José Vieira solicita ao TRE que seja realizada perícia no recibo, para comprovar a falsificação de sua assinatura. O empresário de Mauá ainda pede que a Polícia Federal investigue o caso. Em 2008, quando Diniz foi candidato a prefeito (então pelo PSDB), a Rochamar doou R$ 37,1 mil.

DE FACHADA

José Vieira sempre foi aliado de Diniz, a ponto de ter sua empresa escolhida para prestar serviços ao Sama. A Comercial Nova Rochamar foi contratada emergencialmente - no período de seis meses, no valor total de R$ 143,5 mil - com documentação falsa pela autarquia de Mauá em maio de 2010, quando Diniz estava fora do comando por conta da campanha. Na época, a autarquia era dirigida por Vladimilson Garcia, o Bodinho, braço-direito de Diniz. Em entrevista na ocasião, Bodinho disse que não dava para checar tudo em uma licitação.

A contratação ocorreu apenas cinco meses após a empresa ser criada. No processo licitatório foram apresentados atestados de capacidades técnica falsos. O balanço patrimonial também estava recheado de irregularidades, já que constava que a empresa tinha R$ 720 mil de ativo circulante apenas 24 dias após ter sido aberta. O caso foi parar no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado.

Após sindicância, o Sama considerou a Comercial Nova Rochamar inidônea.

Procurado ontem à noite, José Vieira da Rocha não quis falar sobre o assunto. Diniz Lopes não retornou aos telefonemas.

Político de Mauá omitiu empresas em seu nome à Justiça Eleitoral

Essa não é a primeira irregularidade no meio político envolvendo Diniz Lopes. O superintendente do Sama - que assumiu o posto após declarar apoio a Oswaldo Dias (PT) no segundo turno da eleição, em 2008 - vem omitindo à Justiça Eleitoral parte de seu patrimônio.

Quando deixou mandato interino de 45 dias como deputado estadual, em março, Diniz ocultou do Tribunal Regional Eleitoral que é dono de duas empresas, uma em Mauá (Diniz Lopes Empreendimentos Ltda) e outra em Ribeirão Pires (Espaço D, razão social da casa de espetáculos Encasa Bar), que somam R$ 250 mil de capital.

Na declaração entregue à Justiça Eleitoral, Diniz informou ser dono de terreno em Suzano, uma casa em Mongaguá e outra em Mauá. Juntos, os bens totalizam R$ 344 mil. Somados aos R$ 250 mil das empresas não declaradas, o patrimônio do político sobe para R$ 594 mil.

Questionado, Diniz admitiu, na ocasião, o erro, mas atribuiu a falha a seus contadores. "Nunca fui orientado a declarar as empresas", afirmou o político.

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