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12/09/2007 - Diário de Natal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MP monta vigilância no mundo do Orkut


A parceria entre o Ministério Público do Rio Grande do Norte e a empresa Google Inc. está em plena atividade. Desde a assinatura do termo de acordo, realizada em agosto, o acesso da justiça ao conteúdo disponibilizado nas páginas do Orkut foi ampliado. ‘‘Isso facilitou muito nosso trabalho, até porque a empresa não tem interesse que o programa seja usado para apologia a crimes’’, disse o coordenador do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), Edevaldo Alves Barbosa.

Para desenvolver o trabalho, o Ministério Público ‘‘ganhou’’ uma página específica no Orkut, disponível 24 horas, onde os Promotores de Justiça podem remover perfis ou preservar informações relacionadas a atividades ilegais de usuários, simplesmente para acompanhar a atuação de quadrilhas e aprimorar as investigações. O trabalho é inédito e no Rio Grande do Norte já existem investigações em andamento, com foco voltado para a clonagem de perfis, apropriação indevida de senhas e apologia ao racismo e à pedofilia.

Um dos casos mais recentes é o de uma estudante que teve seu perfil clonado. Através de um ‘‘amigo virtual’’, ela recebeu uma mensagem de e-mail com imagens e ao clicar para visualisá-las instalou, sem saber, um programa espião em seu computador. Em pouco tempo, fotos pessoais estavam expostas em outro perfil, criado pelo suposto hacker. O fato causou constrangimento à jovem e, após muito trabalho, foi solucionado pela equipe de investigação do Gaerco.

Para Edevaldo Alves, o problema é que as pessoas se expõem muito na Internet, principalmente os adolescentes. ‘‘É preciso ter muito cuidado com os dados usados na Internet. Nunca abrir arquivos executáveis (terminados em ‘‘.exe’’), usar firewall, não acessar páginas suspeitas, e mesmo assim tem gente que não sabe disso’’, alertou o coordenador do Gaerco.

No caso de racismo e pedofilia, os crimes são feitos através de redes de associação. Os internautas ligados a esses grupos se comunicam entre eles e, geralmente, não estão expostos. Esse tipo de trabalho requer mais tempo e muita paciência por parte da justiça. ‘‘É uma investigação complexa e demorada. Ainda bem que existem hackers e crackers do bem e que nos ajudam na busca pelos responsáveis’’, revelou Edevaldo Alves.

Esse combate é importante porque o Brasil ainda não possui uma legislação específica para punir esses crimes virtuais, o que dificulta a atuação da justiça. Atualmente, os crimes detectados estão sendo enquadrados no código penal. Um exemplo é a clonagem de perfil que resulta em processo por estelionato.

Para tentar contornar a situação e amenizar os danos causados pelo uso indevido do Orkut, o Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado pede que a população atue como vigilante, principalmente os pais. Segundo Edevaldo, é fundamental que eles tenham controle sobre o que seus flhos acessam na Internet e procurem evitar a exposição de fotos, principalmente as sensuais, e dados sigilosos, como endereço e senhas.

A idéia do Gaerco é aprimorar o trabalho e ter na população um forte aliado contra os crimes virtuais. Além do telefone do grupo, em breve será disponibilizado um site para que as denúncias sejam encaminhadas ao Ministério Público via Internet.


SERVIÇO

Para denunciar a prática de páginas clonadas ou apologia a crimes em sites de relacionamentos, entre em contato com o GAERCO: 3232-7010 ou 3232-7012.

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