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11/09/2007 - Reporter Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Transformando Riscos em Oportunidades

Por: Luiz Lemos Leite


Começa a se consolidar um novo paradigma empresarial que associa as diversas categorias de riscos ao êxito de um processo, de uma estrutura organizacional ou da própria empresa. No exterior, o gerenciamento de riscos, inclusive de fraudes, por vezes considerado o gerenciamento de oportunidades, tem evoluído particularmente na indústria financeira, que investe tempo em sistemas e treinamentos com o objetivo de mitigar riscos de crédito, operacional e também equalizar o volume de operações versus patrimônio líquido.

Contudo, diferentemente das instituições financeiras, que focam a segurança e a remuneração de investidores, as demais organizações empresariais procuram desenvolver ações capazes de viabilizar contratos de longo prazo com fornecedores e formas criativas de fidelizar a clientela. Sob essa ótica, as empresas brasileiras, independentemente do porte ou ramo de atuação, podem estar perdendo oportunidade, competitividade e dinheiro por não priorizarem estratégias para enxergar os fatores de risco envolvidos em operações e indicadores.

Segundo o indiano Aswath Damodaram, professor da Stern School of Business, citado atualmente como um dos gurus do mercado financeiro mundial, só se aprende o que é risco depois de uma experiência ruim. Mas o que é risco? Como identificá-lo? Como classificá-lo? Como medir os impactos de concepções deficientes de um sistema tecnológico ou de um processo operacional ou de suporte?

Nas organizações empresariais, eventos oriundos de fontes internas ou externas ao ambiente corporativo e capazes de afetar a consecução dos objetivos de um sistema, de um processo e até da própria empresa, podem causar impactos positivos ou negativos. Para evitar os eventos negativos que representam riscos, empresas de todos os portes estão adotando uma metodologia que se baseia nos modelos testados pela indústria financeira ao agrupar as diversas ocorrências de riscos em três grandes categorias:

* Risco de crédito - a possibilidade de um tomador de recursos financeiros ou um cliente deixar de honrar seus compromissos junto aos credores ou fornecedores
* Risco operacional - a probabilidade de perdas financeiras resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas ou ainda, de eventos externos sem relação direta com questões de mercado ou risco de crédito
* Risco de mercado - a perspectiva de perdas financeiras decorrentes de movimentos previstos ou não, porém possíveis de ocorrer como as taxas do mercado (juros, câmbio, inflação, preço de commodities e de ações)

A experiência vivida pela montadora japonesa Toyota após a Segunda Guerra Mundial é emblemática. Ao perceber que não poderia competir com as empresas norte-americanas, a Toyota desenvolveu um sistema de produção capaz de eliminar radicalmente os desperdícios. Embora tenha sido idealizado nos anos 50, o termo “Leam” tornou-se conhecido apenas nos anos 90 com a publicação do livro “A Máquina que Mudou o Mundo”, que destaca o desempenho do bem sucedido “Sistema Toyota de Produção”.

Atualmente, o método “Leam” ou “Sistema Toyota de Produção” serve de modelo às tradicionais montadoras norte-americanas e também a outras corporações, com o objetivo de melhorar suas estruturas operacionais e administrativas. Na metodologia “Leam”, o foco está na concepção dos processos, negócios ou suporte, mirando a satisfação do público alvo, a redução do desperdício e a administração do fluxo de trabalho, o qual deve ser o mais simples possível.

As atividades desenvolvidas pelas empresas de fomento mercantil, como a prestação de variados serviços conjugada com a aquisição de direitos creditórios, têm como mercado alvo as pequenas e médias empresas. Neste caso, o grau de sucesso para transformar riscos em oportunidades está intrinsecamente relacionado à qualidade dos serviços prestados à clientela, ao adequado nível de capitalização frente as seu mercado e à competência administrativa de seus gestores. Processos bem estruturados de seleção de clientes e gerenciamento de limites operacionais têm sido o destaque de muitas empresas do setor.

A adoção de programas de governança corporativa, a implementação de melhores práticas organizacionais, a transparência na comunicação com o público interno e externo, o cuidado no atendimento a disposições legais, compliance e a normas ético-operacionais, aliados a uma visão integrada de inteligência em risco e de correlação com os riscos de crédito, operacional e de mercado, otimizarão os resultados almejados, transformando riscos em oportunidades!


Luiz Lemos Leite é fundador e presidente da Anfac (Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil)

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