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20/10/2011 - Portal Exame Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-executivos do PanAmericano são proibidos de deixar o país, diz jornal

Por: Marcio Orsolini

Antiga diretoria teria desviado dinheiro do banco para empresas de fachada, provocando um prejuízo total de 3,8 bilhões de reais na instituição.

São Paulo – Em nova fase de investigação, a Polícia Federal a Justiça Federal proibiu todos os antigos dirigentes do Panamericano de deixarem o país e ordenou que entreguem seus passaportes no prazo limite de 24 horas, informa o jornal O Estado de S. Paulo. Eles também estão impedidos de se comunicar com funcionários e ex-funcionários da instituição para evitar intimidação.

Segundo a Polícia Federal, os antigos diretores do Panamericano fizeram uso de empresas de fachada como destinatária de dinheiro desviado do banco. Somado às fraudes contábeis, o prejuízo chega a cerca de 3,8 bilhões de reais.

O juiz Douglas Camarinha Gonzales, da 6.ª Vara Criminal Federal em São Paulo mandou a Polícia Federal realizar buscas para apreensão de documentos, computadores, registros contábeis e bens na residência do ex-diretor jurídico do Panamericano, Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno.

A ação aconteceu na terça-feira em duas empresas - Techno Brasil Indústria e Comércio de Fios e Cabos Especiais e Tecnho Plast Indústria e Comércio de Produtos Injetados, que o ex-diretor-superintendente do Panamericano, Rafael Palladino, teria adquirido em nome de terceiros, para lavar dinheiro. Segundo a reportagem, a PF diz que Palladino estaria usando como laranja o mecânico Alexandre Toros Kayayan, "com objetivo de ocultação da origem e da propriedade de valores desviados da instituição".

A PF pediu a prisão preventiva do grupo de executivos, incluindo Palladino e o ex-braço direito de Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, que está sob suspeita de “atividades delituosas”. Segundo a PF, Sandoval se desfez de imóveis a preços irreais em 14 de julho. A PF afirma que a prisão deles é necessária para a "garantia da ordem pública e da econômica". O juiz, no entanto, não decretou a prisão dos investigados, acolhendo manifestação do Ministério Público Federal sobre adoção de medidas alternativas à custódia.

Fraudes contábeis continuaram – Apesar da troca de diretoria em novembro passado e das constantes alegações do banco de que a contabilidade já estava em dia, a PF juntou ao pedido de prisão dos suspeitos um documento intitulado "Relatório da Administração-2010", redigido pela nova direção do banco.

O relatório aponta novas inconsistências contábeis atribuídas aos ex-diretores. “A atual administração identificou irregularidades adicionais de 1,3 bilhão de reais inicialmente informados e outros ajustes não relacionados a inconsistências no valor de 500 milhões de reais", afirma o documento. Segundo a polícia, há "dados indicativos" de que os antigos dirigentes desviaram 70 milhões de reais em apenas três anos.

A PF ainda conta com um relatório de auditoria do Panamericano, relativo ao período de 13 de dezembro de 2010 a 23 de fevereiro de 2011. O documento diz que a "antiga administração apresentou estrutura contábil desprovida de princípios básicos de controles e de ética profissional, tendo como principal objetivo a criação de resultados fraudulentos, a geração de informações falsas ao mercado, acionistas e aos órgãos de supervisão e regulamentação, ludibriados por dados manipulados pelos sistemas operacionais internos".

Para piorar a situação, Aguinaldo Cândido da Rosa, ex-funcionário da Tesouraria, afirmou que havia a existência de saques, "tudo a partir de solicitações verbais dos ex-diretores Wilson de Aro e Carvalho Bruno". Ele disse ainda que, "na maioria das vezes, os valores eram entregues a Bruno no estacionamento, para serem guardados no porta-malas do carro".

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Comentários


Autor e data do comentário: Euclides Funaro - 04/11/2011 18:15

Esse caso realmente trata-se de uma das maiores fraudes do sistema financeiro nacional.
Conforme fonte ligada a instituição, há o que indique que empresas terceirizadas, escritórios de advocacia e assessoria, foram utilizados para a prestação de serviços não existente, como meio para a transferência de valores da instituição, como se o suposto serviço fosse prestado...
Isso também deveria ser verificado e é uma forma muito usual de fraude em diversas instituições



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