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21/10/2011 - Correio da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Rede lava milhões em Portugal

Por: Tânia Laranjo e Ana Isabel Fonseca

Operação: Negócios ilícitos envolviam tráfico de pedras preciosas.

A rede de crime organizado dedicava-se a todo o tipo de negócios ilícitos: fomentava o tráfico de diamantes e outras pedras preciosas, de droga, de chifres de rinoceronte e mercúrio e chegavam até a clonar cartões. Lavavam também dinheiro através de transferências milionárias, que tinham a América do Sul na origem e Portugal como ponto de passagem.

Os cinco membros que constituíam o núcleo duro do grupo, no qual está um advogado de Lisboa e um engenheiro do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), foram detidos anteontem pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ durante a operação ‘Miscelânea'. Os inspectores conseguiram ainda travar uma transferência de 50 milhões.

Os cinco detidos, que têm entre os 30 e os 45 anos, foram ontem presentes a tribunal. Ao fecho desta edição não eram conhecidas as medidas de co-acção.

Na operação, que culminou em 42 buscas domiciliárias e envolveu mais de cem inspectores, a PJ constituiu 19 arguidos, entre eles um advogado do Porto.

O núcleo duro da rede tinha como principal tarefa encontrar pessoas dispostas a prestar todo o tipo de serviços ilegais. Eram contactados por outros criminosos, que se dedicavam essencialmente ao tráfico de pedras preciosas e à lavagem de dinheiro. Depois cabia-lhes encontrar quem estivesse disposto a participar nos negócios ilícitos.

A rede era já investigada há mais de um ano. A PJ irá agora analisar em laboratório os diamantes encontrados, de forma a apurar o seu real valor.

SEM RENDIMENTO HÁ VÁRIOS ANOS

A operação foi levada a cabo pela Unidade Nacional que combate a criminalidade económica e financeira. As bus-cas foram feitas quase em simultâneo para evitar fugas de informação. Além dos advogados e empresários alvo de buscas, outros dos visados não têm qualquer actividade profissional. Dedicam-se apenas ao mundo do crime e não apresentam rendimentos há vários anos.

ORDEM ACOMPANHOU BUSCAS

Os escritórios dos dois advogados envolvidos na rede anteontem desmantelada pela Unidade Nacional Contra a Corrupção da PJ foram alvos de buscas. As diligências foram acompanhadas por um representante da Ordem dos Advogados e também por um procurador do Ministério Público.

Em causa está a necessidade de assegurar que o segredo profissional a que os advogados estão sujeitos não seja comprometido e garantir que apenas os documentos que dizem respeito à actividade criminosa em que os causídicos estão envolvidos sejam apreendidos. A Ordem é avisada antecipadamente pelos inspectores da Judiciária de que serão realizadas buscas a advogados.

O causídico de Lisboa, que pertencia ao núcleo duro e que foi um dos cinco detidos, poderá agora ser alvo de um processo disciplinar e o exercício da sua profissão poderá mesmo ser colocado em risco.

Já em relação ao advogado do Porto tal hipótese, para já, não se aplica, uma vez que durante a operação aquele apenas foi constituído arguido.

DISCURSO DIRECTO

"NÚMEROS HISTÓRICOS", Pedro do Carmo, Director Nacional Adjunto da Polícia Judiciária

Correio da Manhã - Este ano, quantas pessoas foram detidas por crimes económicos?

Pedro do Carmo - Os números são históricos. Já foram detidas cerca de 70 pessoas este ano por este tipo de crime.

- O número representa, então, um aumento relativamente ao ano passado.

- Desde as alterações de 2007, momento em que se alteraram os pressupostos da detenção fora do flagrante delito, é o número de detenções mais elevado.

- Estes resultados foram obtidos com alguma mudança de estra-tégia?

- Em primeiro lugar, são o fruto do trabalho, dedicação e empenho dos funcionários da Unidade Nacional de Combate à Corrupção. E são o culminar de muitas investigações iniciadas há meses ou mesmo há mais de um ano.

- Os resultados também estão relacionados com o novo modelo usado naquela unidade?

- Claro. Acredito que os resultados são o fruto de algumas medidas de racionalização dos meios, designadamente a decisão de colocar duas secções a trabalhar em exclusividade com os dois principais departamentos do Ministério Público (DIAP e DCIAP) em matéria de crime económico.

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