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20/10/2011 - Alagoas 24 horas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Diretores do TC são investigados por lavagem de dinheiro

Por: Amanda Dantas

Três pessoas tiveram prisão temporária decretada.

Uma operação deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal, com apoio da Força Nacional, no início da manhã desta quinta-feira (20) terminou com a prisão de três acusados de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Após dois anos de investigações a polícia descobriu que um grupo formado pelos diretores de Recursos Humanos e do Financeiro do Tribunal de Contas em Alagoas, em parceria com um empresário de uma academia localizada na Pajuçara sonegaram cerca de R$ 100 milhões desde 2005. A polícia identificou uma diferença nas Guias de Informações Fiscais (GIFs) declaradas à Receita.

A fraude foi descoberta depois que a Receita Federal notou uma discrepância entre o valor apresentado no Contrato Social da Academia e suas instalações. A polícia desconfia que parte dos recursos desviados pode ter sido utilizado para a construção e aquisição de equipamentos do estabelecimento. Outra suspeita da polícia é que 102 cavalos de raça encontrados em um haras no município de Atalaia também tenham sido comprados com dinheiro da fraude.

Esta suspeita deu origem ao nome da operação. Rodoleiro é o nome de um carrapato comumente encontrado em cavalos. Ainda segundo informações do delegado da Receita Federal Edmundo Tojal, somente entre os anos de 2009 e 2010 R$ 30 milhões teriam sido sonegados pelo grupo que também atua em outras oito empresas do mesmo grupo.

Doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência dos três suspeitos e na academia, onde foi apreendido um cofre. Os suspeitos estão na sede da Polícia Federal, no Jaraguá, prestando esclarecimentos à PF e serão indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e desvio de recursos públicos.

Uma agência do Banco Bradesco situada dentro do TC também será alvo de investigação da polícia que verificará se houve a participação de funcionários no esquema.

As investigações sobre o grupo devem continuar, caso a polícia considere necessário, a PF e a Receita podem pedir a prisão preventiva do trio que hoje se encontra em regime de prisão temporária.

Quanto à restituição dos recursos, a Receita ainda precisa averiguar se os recursos sonegados foram desviados do Estado ou da União. Os cavalos também poderão ser antecipadamente alienados na justiça. Por enquanto os animais foram apreendidos oficialmente, mas permanecem no haras já que não puderam ser trazidos para a sede da PF em Maceió.

Documentos entregues

No final da tarde desta quinta-feira, a assessoria do Tribunal de Contas de Alagoas informou que o órgão entregou à Polícia Federal as fichas financeira e funcional solicitadas e que a lista dos empenhos será entregue amanhã, sexta-feira, quando o TCE irá divulgar também uma nota oficial sobre a operação.

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