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11/10/2011 - Último Segundo / IG Economia/Valor Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Siemens investiga desvio de dinheiro na subsidiária brasileira

Adilson Primo é acusado de ter desviado 6,5 milhões de euros; dinheiro foi transferido para conta do executivo na Europa.

A saída de Adilson Primo da presidência da Siemens no Brasil, anunciada na manhã de hoje pela matriz alemã, pegou todos de surpresa na empresa. Inclusive ele. Primo estava na sede em Munique para o encontro anual de presidentes da Siemens, no qual são discutidas as estratégias globais da empresa. Mas não teve tempo de participar.

Em vez da reunião, foi chamado pelo CEO global, Peter Löscher, e comunicado sobre o seu desligamento imediato da empresa. Pouco depois, a multinacional alemã já colocava a informação em seu site. Oficialmente, o afastamento do presidente brasileiro foi explicado como "uma decorrência da descoberta de uma grave contravenção das diretivas da Siemens na sede nacional".

Em outras palavras, a demissão de Primo, funcionário desde 1976 e presidente desde 2001, foi resultado de uma extensa investigação por suspeitas de desvio de dinheiro. Após a comprovação por auditoria interna, a Siemens contratou o escritório de advocacia Debevoise & Plimpton para fazer uma investigação independente.

O desvio foi confirmado. Segundo o Valor apurou com algumas fontes, foram 6,5 milhões de euros. O dinheiro foi transferido para uma conta de Primo na Europa. A empresa não informou qual divisão - e se foi apenas uma - prejudicada com o desfalque.

A investigação ainda está em andamento. Apesar de causar surpresa, a notícia foi recebida de forma positiva por muitos funcionários. Afinal, dizem eles, condiz com a recente linha de "tolerância zero" da Siemens ao não cumprimento das chamadas "compliances", o jargão empresarial para condutas éticas e profissionais. "Isso é positivo porque a tolerância zero é mais importante que qualquer pessoa dentro da empresa", disse um pessoa familiarizada com a empresa.

"Até o Löscher está sujeito a investigação constante". Primo teria feito as retiradas indevidas antes de 2007, quando estourou o maior escândalo de propinas da história da multinacional. O episódio foi escancarado por Peter Löscher, o austríaco com ampla experiência no setor farmacêutico e ex-GE (a arquirrival americana da Siemens), para por ordem na casa e conduzir a companhia para uma nova era de transparência e agilidade.

Assim que assumiu a presidência global, Löscher demitiu cerca de 100 altos executivos e nomeou um diretor mundial de "compliance", responsável por manter um gigante andando nos trilhos. O pente-fino nas contas da empresa foi vital para descobrir os problemas no Brasil. Primo será substituído por Paulo Ricardo Stark, de 42 anos, um executivo considerado brilhante dentro da empresa, com passagens pela filial mexicana e pela matriz.

Stark havia sido nomeado recentemente para assumir a direção do novo setor de negócios verdes criado pela Siemens, o Cidades e Infraestrutura. O cargo, no entanto, seria temporário. Há algum tempo Stark era cotado como candidato natural para assumir o posto de Primo.

Dentro da empresa, a expectativa era que isso ocorresse no próximo ano - ou, no máximo, em 2013. Primo já vinha mostrando sua intenção de se desligar da companhia alemã. Após tantos anos de casa, ele tinha pretensões de "aproveitar mais a vida e o filho pequeno, já que quase não acompanhara o crescimento de seus filhos mais velhos", segundo fontes próximas a ele. A rápida e surpreendente troca de comando não era programada.

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