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09/10/2011 - Jornal Pequeno Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso médico preso em Belágua pode responder por homicídio

Uma garota de quatro anos morreu após ser medicada por ele.

O delegado Márcio de Moraes, titular da Delegacia de Polícia Civil do município de Urbano Santos, deu prosseguimento na semana passada à oitiva de testemunhas e dos pacientes vítimas do falso médico que foi preso clinicando no hospital público da cidade de Belágua, no dia 30 do mês passado. O golpista José Jaderson de Sá Matias, que se fazia passar pelo médico pernambucano Carlos Couto, deverá responder também por homicídio doloso, por ter provocado a morte de uma menina de quatro anos.

Na quarta-feira (5), foram ouvidas a mãe e a avó da menina Clara Vitória Dutra Rodrigues de quatro anos, que deu entrada no hospital público de Urbano Santos, no dia 5 de setembro, deste ano, com dores no pescoço. Foi informado que, ao ser entendida pelo falso médico, ela foi repetidamente medicada com diferentes tipos de remédio (Amoxilina, Dipirona, Diazepan e vários outros).

Do outro lado, mesmo diante dos apelos da família, que pediam para que a menina fosse encaminhada para São Luís ou Chapadinha, o golpista afirmava, de acordo com relatos da mãe: 'que ele era o médico e sabia o que estava fazendo, e que o que a menina estava sentindo era apenas uma reação alérgica aos remédios', e continuava a medicar a criança, até que por volta da meia-noite esta começou a entrar em colapso e desenvolver manchas roxas pelo corpo, momento no qual o falso médico a mandou de ambulância para Chapadinha, mas a criança faleceu logo depois.

Em depoimento, Maria Francisca Dutra Rodrigues, mãe da garota, disse que até o presente momento não recebeu explicações do hospital, e sequer pôde registrar a morte da filha, pois a casa de saúde se recusou a fornecer a declaração de óbito da criança.

O delegado Márcio de Moraes afirmou que além dos crimes que já responde, estelionato, falsificação, falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina, o falso médico deverá responder também por homicídio doloso, por ter assumido o risco de matar e espera que mais vítimas procurem a delegacia, nos próximos dias, para denunciarem mais crimes cometidos pelo falso médico.

Segundo Márcio de Moraes, devem ser ouvidos, nas próximas semanas, outros pacientes, além de funcionários do hospital de Belágua e de Urbano e Santos; os secretários de Saúde e de Administração das duas cidades. O falso médico foi transferido na manhã da última quinta-feira (6) para São Luís e ficará à disposição da Justiça de Urbano Santos

O delegado informou que ainda deve ser explicado pela Administração de Belágua, o que tantos remédios e aparelhos hospitalares, supostamente da prefeitura, estavam fazendo na casa do falso médico. Além da apuração criminal, ele disse que o caso é passível de inquérito pelo Ministério Público por improbidade administrativa.

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