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07/10/2011 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF desarticula esquema de importação de carros para lavagem de dinheiro

Por: Raphael Gomide

Com ajuda de membro da máfia israelense, quadrilha comprava irregularmente veículos no exterior com dinheiro do jogo do bicho e de caça-níqueis.

Treze pessoas foram presas na megaoperação que a Polícia Federal realiza desde o início da manhã desta sexta-feira (7) em 14 estados e no Distrito Federal. A ação tem como objetivo desarticular um esquema de importação irregular de veículos de luxo seminovos para lavagem de dinheiro oriundo de atividades de contravenção, como jogo do bicho e caça-níqueis.

De acordo com a Receita Federal, que apóia a ação, a importação de veículos usados, de modo geral, não é autorizada. Apenas veículos antigos, desde que com mais de 30 anos de fabricação para fins culturais e de coleção, podem ter a importação autorizada.

São aceitos também nesses casos os veículos antigos como parte de herança aberta no exterior, e os importados por missões diplomáticas, repartições consulares e representações de organismos internacionais.

As investigações feitas pela Polícia Federal apontam que os envolvidos no esquema fraudavam a documentação e usavam essas exceções existentes para a importação de veículos usados para contrabandear os carros. No Brasil, os automóveis eram revendidos pelo preço de mercado sem que os impostos devidos fossem pagos. A estimativa é de que entre 2009 e 2011 o número de veículos importados por meio fraudulento tenha ultrapassado 500.

Esquema

O dinheiro usado para comprar os automóveis no exterior era oriundo de atividades de contravenção, como jogo do bicho e exploração de máquinas caça-níqueis. Um homem de nacionalidade israelense que vive no Brasil e integra uma organização criminosa internacional conhecida como “Abergil Family” (Clã Albergil) realizava os contatos com pessoas no exterior para trazer os automóveis importados.

Com a venda no Brasil dos carros de luxo seminovos, o dinheiro da contravenção era regularizado. Entre os locais visitados pelos policiais federais durante a operação desta sexta-feira estão três concessionárias de revenda de veículos importados localizadas na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Os estabelecimentos pertenceriam a Ailton Scafura, um dos filhos do contraventor José Caruzzo Scafura, mais conhecido como Piruinha.

Prisões

No total foram expedidos pela Justiça 22 mandados de prisão e 119 de busca e apreensão. Dos 13 presos, dez foram detidos no Rio e, três, no Espírito Santo. Entre os presos estão três policiais militares que davam apoio ao grupo criminoso.

O israelense envolvido no esquema foi detido, mas Ailton Scafura ainda é procurado pelos agentes. A PF informou ainda que vai solicitar um bloqueio de bens estimados no valor de R$ 50 milhões.

“A Polícia Federal vem deixando claro que o jogo de azar não é algo romântico, mas uma organização que gera prejuízos à sociedade e pratica diversos crimes, como a lavagem de dinheiro”, declarou o superintendente regional da PF, delegado Valmir Lemos de Oliveira.

De acordo com a PF, os presos deverão responder pelos crimes contra a economia popular, formação de quadrilha, crimes contra ordem tributária, lavagem de capitais e evasão de divisas.

Eles estarão sujeitos, de acordo com a participação, a penas de até 10 anos de prisão que poderão ser acumuladas ou aumentadas. A ação desta sexta-feira é realizada com a Receita Federal e a investigação contou com o apoio de agências de inteligência de Israel, da Inglaterra e dos Estados Unidos.

“Hoje trabalhamos com a atividade específica de crime contra o sistema financeiro de lavagem de dinheiro, mas não descartamos o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas”, finalizou Lemos de Oliveira.

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