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08/09/2007 - Cosmo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Campinas concentra quadrilhas de hackers

Por: Carla Silva


Campinas está no centro das investigações sobre quadrilhas especializadas em roubo de senhas de clientes bancários pela internet para a aplicação de golpes, segundo o delegado Adalton de Almeida Martins, da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, unidade da Polícia Federal, localizada em Brasília.

"Campinas apareceu em nossos trabalhos como sendo a cidade onde estão localizados muitos provedores que fazem a captura das senhas", afirmou o policial, que não consegue, no entanto, precisar quantos, uma vez que as suas estatíticas são para os estados.

Segundo o delegado, 60% dos casos atendidos por sua delegacia, que investiga crimes virtuais em todo o País, são correspondentes a fraudes contra instituições bancárias, ou seja, contra clientes.

Do total deste tipo de crime, 90% acontecem no Estado de São Paulo - com Campinas sendo uma das bases -, seguido do Rio de Janeiro, Pará e Piauí. "Essa prática se disseminou por todo o País", afirmou Martins.

Somente em Campinas, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) tem queixa de aproximadamente 300 correntistas bancários que tiveram as suas contas invadidas por esses ladrões cibernéticos, nos últimos seis meses.

"Temos dois inquéritos instaurados apurando quem são essas pessoas. Temos conhecimento já que eles invadiam conta de clientes de duas instituições bancárias", afirmou o titular da DIG, Renato Lauer.

Na delegacia da Polícia Federal em Campinas também há vários casos sendo investigados, segundo o delegado Ricardo Carriel de Oliveira. "Não tenho como estimar a quantidade de casos que estão em andamento até porque eles não são separados dos demais por serem crimes cometidos pela internet, mas posso adiantar que são muitos", argumentou o policial.

Fraudes contra instituições financeiras, pedofilia e ameaças figuram entre os crimes cibernéticos mais registrados pelas Polícia Civil e Federal.

"Essa idéia de que internet não deixa rastros é ilusão", alertou Carriel. Prova disso é que a Polícia Federal mandou para a cadeia nos últimos dois anos mais de 600 hackers. "Os golpes pela internet têm aumentado consideravelmente. Mas nos últimos cinco anos o crescimento foi exponencial", afirmou o delegado Almeida.

E-mails

Por mais que as redes bancárias tentem cercar-se seus clientes de segurança, quando o assunto é internet, os assaltantes virtuais ainda conseguem levar a melhor. Uma das maneiras que eles usam para capturar senhas é por intermédio do phising.

Trata-se de uma mensagem falsa, encaminhada por e-mail, que pede para que o internauta acesse sua conta. Nesse instante, os dados confidenciais da vítima, como por exemplo, senha bancária é enviada para o computador do hacker para que ele possa usar essas informações pessoais em fraudes, transferências bancárias ou compras pela web.

Uma outra forma de ser pego pelos ladrões virtuais é por intermédio de spams - mensagens não solicitadas e indesejadas - que pedem para que o internauta baixa algum tipo de programa que captura os dados confidenciais.

"Uma pessoa que usa a internet tem que ter em mente que bancos e órgãos públicos não encaminham e-mails. Portanto, se uma mensagem dessa chegar a qualquer caixa postal, apague porque é um golpe", orientou o delegado Martins.

Empresas de Campinas e região são os mais novos alvos dos criminosos. Mensagens ameaçadoras chegam diariamente aos computadores dos estabelecimentos. Em seu conteúdo, uma exigência velada de que se não for pago uma "contribuição" que varia de R$ 5 mil a R$ 20 mil, essas empresas serão assaltadas ou seus proprietários ou funcionários sofrerão represálias.

Nesse caso, os autores são integrantes de facções criminosas paulistas ou cariocas que usam desse meio para reforçar o caixa da organização. O montante arrecado é usado para financiar assaltos, seqüestros, tráfico de drogas, compra de armas e outros tipos de delitos.

"Nos casos que estamos investigando, em Campinas, descobrimos que as fraudes foram feitas também para a realização de pagamento de multas de veículos e IPVA", afirmou o titular da DIG.

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