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20/09/2011 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF busca quadrilha que grilava terras e vendia para mineradoras em Minas Gerais

Por: Cleide Carvalho


SÃO PAULO - A Polícia Federal cumpre 10 mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão de uma organização criminosa acusada de patrocinar a grilagem de vastas extensões de terras públicas, que são posteriormente vendidas a mineradoras para exploração de jazidas de minério de ferro. As jazidas, recém descobertas, são estimadas em 10 bilhões de toneladas. A Justiça de Minas Gerais determinou ainda o sequestro de R$ 41 milhões.

A operação, denominada Grilo, está sendo realizada em Belo Horizonte, Oliveira e Divinópolis, Rio Pardo de Minas, Salinas, Serranópolis de Minas, Taiobeiras, Janaúba, Curvelo, estas últimas na região de Montes Claros.

Segundo a PF, investigações mostraram que os suspeitos atuam há vários anos, de forma absolutamente impune, no Norte do estado. Para negociar as terras, o grupo usaria de uma série de mecanismos, como falsificação de documentos públicos e particulares, corrupção ativa e passiva. Todos são acusados de falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

As vastas extensões de terras públicas se valorizaram em razão da corrida pelo minério de ferro e tornaram se albo da ação de criminosos e especulação por vários grupos liderados por mineradoras, empresas de exploração florestal, por cooperativas de silvicultores e grileiros de terras.

A PF afirma que o esquema tinha a participação de servidores públicos vinculados ao Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter/MG), que legitimavam a posse de terras devolutas por "laranjas", que jamais tinham sido proprietários ou possuidores de terras na região. A seguir, numa outra operação fraudulenta, o agora proprietário vendia o referido título a pessoas físicas ou jurídicas intermediárias que, ao final, negociavam a terra com grande mineradoras a preços astronômicos.

Segundo dados do Iter, somente os municípios de Rio Pardo de Minas e Indaiabira, entre 2007 e 2010, foram responsáveis por 15,57% dos títulos distribuídos em Minas Gerais, sendo que somente Rio Pardo de Minas foi responsável por 12,85%. Em apenas um dos casos sob investigação, determinada mineradora comprou, efetuando pagamento único e em espécie, diretamente aos grileiros, vasta extensão de terras subtraídas do Estado de Minas Gerais pelo valor de R$ 41 milhões.

Somadas, cumulativamente, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam os 30 anos. Oitenta e cinco policiais federais participam da operação.

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