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24/08/2011 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sequestradora de MG e sua irmã usavam crianças em golpes

Por: José Guilherme Camargo


A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta quarta-feira que a suspeita do sequestro de uma menina de 7 anos no início deste mês, em Contagem (MG), e sua irmã faziam registros falsos para obter vantagens financeiras indevidas, como benefícios de planos de saúde e segura de vida. Após Stéfany Rodrigues ser devolvida para sua família dias depois de ser levada de uma feira, a polícia chegou até Neli Maria Neves, 52 anos, e seu marido, o policial militar reformado Jair Narcício de Lacerda, 65 anos, que foram presos. Na residência do casal, foi encontrada uma mulher de 24 anos que teria sido mantida em cárcere privado pela dupla desde bebê.

De acordo com a delegada Cristina Coeli, chefe da Divisão de Proteção a Pessoa Desaparecida, Neli Maria Neves registrou em cartório Stéfany como filha de seu marido, logo após o sequestro."Quando efetivamos a prisão da sequestradora, ela já havia conseguido lavrar um registro de certidão de nascimento falso da garota, justificando ser um registro tardio", disse.

Ainda de acordo com a delegada, a irmã de Neli, Glória dos Santos Alves, 43 anos, teria feito registros falsos de sua própria filha, identificada como Camila. Segundo Cristina Coeli, em um dos casos a criança foi registrada como filha de um policial militar assassinado que foi casado com Glória para poder participar da divisão de bens da família do militar. Glória foi acusada de ser a mandante do assassinato do policial, em 2003. Ela foi absolvida em primeira instância, mas aguarda outro julgamento em liberdade.

Em seu depoimento, Neli apontou a irmã como sendo a mandante do sequestro de Stéfany. Segundo ela, a intenção de Glória era desviar o foco da mídia do julgamento do caso de homicídio do marido. "A partir do álibi apresentado por Neli, conseguir identificar como seria o processo de obtenção de benefícios entre elas por meio de registro falsos em cartórios e aplicação dos golpes", disse a delegada.

Cárcere privado de 23 anos

Segundo Cristina Coeli, Neli teve a prisão temporária transformada em preventiva. Ele foi presa na semana passada, depois da divulgação de um retrato falado. Na casa dela, foi encontrada a jovem que teria ficado 23 anos em cárcere privado. A polícia acredita que ela tenha sido uma das vítimas da sequestradora.

Identificada como Natália, ela seria filha de uma tia de Neli, mas a polícia ainda não descobriu se ela foi sequestrada ou teve a guarda consentida pela mãe biológica. De acordo com a delegada, o registro de Natália também é falso. Neli afirmou que a jovem sofria de problemas mentais.

A investigação apontou que a jovem fazia movimentações financeiras em nome do casal. "Encontramos documentos que provam que a jovem seria dependente por invalidez do policial militar reformado, mas ao mesmo tempo ela trabalhava, assinava procurações e usufrui do gozo da capacidade civil como qualquer cidadão", afirmou a delegada.

A polícia investiga ainda a suposta manipulação da vítima, que seria obrigada a tomar medicamentos psicotrópicos. "Ela poderia estar sofrendo uma tortura psicológica", disse a delegada. Natália prestou depoimento e está sob custódia da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais.

O casal foi indiciado pelos crimes de sequestro, cárcere privado e estelionato. Se condenados, eles podem pegar de cinco a 14 anos de prisão. Os irmãos de Neli que testemunharam o registro de Stéfany em cartório também foram denunciados. José Antônio dos Santos e Antônio Mario Filho são suspeitos de falsidade ideológica e podem pegar de um a cinco anos.

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