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24/08/2011 - Jornal Dia a Dia / Campo Grande News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais três envolvidos em golpe da compra de carro 0km são presos

Dois deles disseram que buscaram veículos, mas não sabiam do estelionato. O outro diz apenas que só irá falar em juízo.

Estão presos mais três envolvidos no golpe da compra de carro zero quilômetro em Campo Grande. Estiver Adriano dos Santos, 26 anos, Douglaciel Areco da Silva, 18 anos, e Wellington Nunes de Andrade, 29 anos, foram presos na semana passada pelo Garras. As prisões foram divulgadas nesta terça-feira.

De acordo com o Garras, os três integram a quadrilha liderada por Ademar Pereira Mariano, 37 anos, e Josué Almada, 59 anos, presos no fim de junho deste ano. Segundo o Garras, com documentos falsos, Ademar e Josué compraram financiados cinco Citröen C3 em uma mesma concessionária da Capital no período de 30 dias e revenderam os automóveis, avaliados em R$ 40 mil, por até R$ 10 mil.

Os ‘cabeças’ negociavam as compras. Com todos os documentos necessários para o financiamento - todos falsos -, eles iam à loja. Com o cadastro aprovado pela empresa e pela financiadora, a compra era efetivada e no dia marcado para a entrega do automóvel, eram Estiver e Douglaciel quem buscava.

“Ele [Josué] falou para mim que estava com a habilitação vencida e pediu para eu buscar o carro. Ele pegou um papel, escreveu e quando cheguei lá [na concessionária], a mulher viu o papel e minha habilitação e liberou o carro”, conta Estiver.

Estiver e Douglaciel dizem que pegaram dois carros cada. Eles contam que já conheciam Ademar e Josué e que não receberam nenhum pagamento. “Recebi agora que estou preso. Recebi a bronca, a culpa”, fala Estiver.

Entretanto, o delegado Rodrigo Yassaka afirma que os dois recebiam de R$ 50 a R$ 100 por veículo que buscavam.

Douglaciel revela que não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e que pegou os carros para “dar uns rolê de Citröen”. “Queria dar uns rolê de Citröen. Nunca tinha andado”, fala tirando sarro da situação.

Os dois afirmam que vão provar que são inocentes porque não sabiam que Ademar e Josué aplicavam golpes. “Ele [Ademar] falava que vendia carro, mas só fazia chucho”, fala Douglaciel, referindo-se as falcatruas dos ‘chefes’.

O Garras afirma que os dois e ainda Wellington, tinham conhecimento do estelionato. “Nós não pedimos a prisão dos três. Foi a Justiça que decretou com base nas provas que apuramos”, fala o delegado Rodrigo Yassaka, explicando que os três já tinham sido indiciados anteriormente, mas, a Justiça decidiu pela prisão.

Conforme Rodrigo, está sendo apurado ainda o grau de envolvimento de Wellington. Ele é apontado como a pessoa que produziu os documentos falsos utilizados nas compras. Ele diz que é inocente e só irá falar em juízo.

Segundo o Garras, Wellington e Ademar já foram presos juntos por estelionato em Aquidauana.

Os carros- Avaliados em aproximadamente R$ 40 mil, os cinco veículos foram vendidos por entre R$ 10 e R$ 12 mil, de acordo com a Polícia. Segundo o Garras, todos foram revendidos na Capital, devem estar circulando no interior do Estado e estão com mandado de busca e apreensão.

O delegado Rodrigo Yassaka explicou que se for apurado que as pessoas que compraram os Citröen sabiam do estelionato, podem ser responsabilizadas pelo crime.

Rodrigo Yassaka declarou ainda que foi investigada a participação de funcionários da concessionária e da financiadora, não sendo comprovado o envolvimento de nenhum trabalhador.

Cada um dos automóveis era comprado com documentos de ‘pessoas fictícias’ diferentes.

Os presos- Ademar Pereira Mariano é velho conhecido da Polícia por estelionato.Em março de 2009 ele foi preso por suspeita de golpe no cadastro e venda de casas populares.

À Polícia, ele e Josué afirmaram que só iriam prestar esclarecimentos em juízo, assim como Wellington.

Já Estiver e Douglaciel afirmam que buscavam os carros, mas que apenas fizeram um favor a Ademar e a Josué.

Os dois jovens conversaram tranquilamente com a imprensa e tiraram sarro do fato de estarem presos. Estiver, até brincou com a roupa que vestia. Torcedor do São Paulo Futebol Clube, estava com agasalho completo do Flamengo.

“É da minha irmã. Foi minha mãe quem trouxe por causa do frio. Era o que tinha. Mas para usar na cadeia está certo. Fora não”, brincou.

Conforme o delegado Rodrigo Yassaka, os três já tem passagens pela Polícia e foram indiciados por formação de quadrilha e estelionato.

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