Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

19/08/2011 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PUC-SP quer devolver verba da Agricultura suspeita de fraude


A Fundação São Paulo, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), divulgou nota nesta sexta-feira em que coloca à disposição do Ministério da Agricultura os valores recebidos até o momento para a capacitação de servidores da pasta referentes a licitação que teria sido fraudada com timbres da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A Fundação São Paulo venceu a licitação em agosto de 2011, em contrato de R$ 9,1 milhões, do qual já foram pagos R$ 5 milhões, de acordo com a Folha de S.Paulo. O contrato seria o núcleo de um dos episódios que levaram à queda do ministro Wagner Rossi (PMDB), que pediu demissão na quarta-feira em meio a denúncias de irregularidades. A FGV diz jamais ter se interessado pela licitação. O lobista Júlio Fróes foi acusado de distribuir propina a funcionários após assegurar o contrato para a Fundação, que nega que o lobista a representasse.

Na nota, a mantenedora da PUC-SP afirma estar diante de um "sentimento de engano, que a todos nós assola" e garante que, embora o pagamento do contrato esteja suspenso, as atividades previstas estão sendo executadas. A Fundação diz que "está colocando à disposição do Ministério da Agricultura" os valores recebidos e que, "em razão dos acontecimentos, deliberou constituir uma Comissão de Investigação, já em funcionamento, para a apuração do ocorrido, dentro do prazo hábil ao pleno esclarecimento da verdade".

De acordo com a Fundação São Paulo, será contratada uma auditoria externa para investigar os procedimentos que cercam o contrato. A nota se encerra afirmando que a mantenedora da universidade "reitera sua intenção de colaborar com todas as autoridades, disponibilizando inclusive documentos, pois é a maior interessada na apuração dos fatos para esclarecimento da verdade".

A queda do ministro da Agricultura

Em decisão que surpreendeu a própria presidente Dilma Rousseff, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), pediu demissão no dia 17 de agosto de 2011, após uma série de denúncias contra sua pasta e órgãos ligados a ela. Em sua nota de despedida, ele alegou que deixava o cargo a pedido da família e afirmou que todas as acusações são falsas, tendo objetivos políticos como a destituição da aliança de apoio à presidente e ao vice, Michel Temer.

A revista Veja publicou, no final de julho, denúncias do ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Oscar Jucá Neto de que um consórcio entre o PMDB e o PTB controlaria o Ministério da Agricultura para arrecadar dinheiro. O denunciante é irmão do senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, e foi exonerado após denúncia da própria revista de que teria autorizado o pagamento de R$ 8 milhões a uma empresa "fantasma". Outra reportagem afirmou que um lobista, Júlio Froés, atuaria dentro da pasta preparando editais, analisaria processos de licitação e cuidaria dos interesses de empresas que concorriam a verbas. Segundo a revista, o homem teria ligações com Rossi e com o então secretário-executivo do ministério, Milton Ortolan. Ambos negaram envolvimento, mas Ortolan pediu demissão em 6 agosto. Em seu lugar foi escolhido o assessor especial do ministro José Gerardo Fontelles, que acabou assumindo o lugar do próprio Rossi interinamente.

No dia 16 de agosto, o Correio Braziliense publicou reportagem que afirmava que Rossi e um filho sempre são vistos embarcando em um jato da empresa Ourofino Agronegócios. Conforme a publicação, o faturamento da Ourofino cresceu 81% depois que a empresa foi incluída como fornecedora de vacinas para a campanha contra a febre aftosa. O ministro admitiu que pegou "carona" algumas vezes na aeronave, mas negou favorecimento à empresa e disse que o processo para a companhia produzir o medicamento teve início em 2006, antes de ir para o ministério. Contudo, a Comissão de Ética da Presidência anunciou que iria analisar a denúncia. Por fim, no dia em que Rossi decidiu pedir demissão, o ex-chefe da comissão de licitação da pasta Israel Leonardo Batista afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que Fróes lhe entregou um envelope com dinheiro depois da assinatura de contrato milionário da pasta com uma empresa que o lobista representava. A Polícia Federal instaurou um inquérito para tratar o caso.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 233 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados no topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Divulgação





Copyright © 1999-2021 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal