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04/09/2007 - Última Instância Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Manter o anonimato na lavagem de dinheiro é perigoso, diz advogado italiano

Por: Marina Diana


Crime comum na Itália e no Brasil, a lavagem de dinheiro foi tema do debate realizado nesta segunda-feira (03/09) durante o 1º Congresso Internacional “Crime , Justiça e Violência”, realizado no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Para o catedrático de direito penal econômico da Faculdade de Jurisprudência da Universidade de Estudos de Salerno, Andréa Castaldo, manter o colaborador da polícia no anonimato é perigoso.

“O ideal é fazer com que as pessoas colaborem. O anonimato é uma atitude psicológica que pode surtir efeitos posteriores”, disse.

Castaldo, que considerou a Lei 9.613/98 que dispõe sobre os crimes de lavagem de dinheiro no Brasil como eficiente, comentou que na Itália o rigor nas operações financeiras aumenta a cada dia, principalmente após a corrupção política desencadeada no país há cerca de um ano. “Aquele que realiza uma operação agora deve justificar aquela movimentação. Se não tiver todos os dados de forma clara, o funcionário do banco não pode progredir naquela negociação”.

Pela lei brasileira, a pena estabelecida para o crime de lavagem de capitais é reclusão de três a dez anos e multa.

Utopia

Falar em erradicação da criminalidade é utopia. É o que afirmou a subprocuradora geral da República Ela Wieko Volkmer de Castilho. Para ela, o discurso sobre o combate à lavagem de dinheiro bem como a utilização da palavra enfrentamento é algo comum, mas pouco eficiente.

“O noticiário da imprensa tem revelado uma aparente eficiência nas investigações. Mas, na verdade, a divulgação destes fatos acontece muito depois do primeiro ato investigativo. O fenômeno criminal acompanha a sociedade e falar em erradicação é uma utopia”, comenta.

Para a subprocuradora, ainda existe muita dificuldade em definir aqueles o que é a lavagem de dinheiro, sobretudo diferenciando-a da organização criminosa. Ela comentou, ainda, que o Brasil tem procurado equiparar-se com o primeiro mundo para acabar com a corrupção com computadores inteligentes que, agora, ajudam o judiciário.

“Se você abre uma conta, em dois dias o judiciário já sabe. É um grande avanço. No entanto, infelizmente, já estamos com uma estrutura grande, mas o resultado ainda é pífio”.

O evento no hotel Maksoud, que foi encerrado nesta segunda-feira (03/09), foi idealizado pela Rede de Ensino LFG (Luis Flávio Gomes).

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