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03/09/2007 - CidadeVerde Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpitas de 'Papa-defuntos' atuam no Piauí para receber seguros por acidentes


O jornal Folha de São Paulo deste domingo (3) apresenta denúncia do Sindicato dos Corretores de São Paulo. Golpistas estariam atuando na região nordeste para receber indenização de seguros de acidentes de trânsito, iludindo pessoas ingênuas ou buscando corpos de indigentes para forçar um acidente de trânsito. O golpe estaria sendo aplicado também no Piauí.

A Folha publicou que "No Piauí, já teve família que, depois da morte do pai dentro de casa, foi orientada a deixá-lo numa estrada próxima para que fosse atropelado e ela pudesse receber a indenização do DPVAT, conta Leôncio de Arruda, do sindicato dos corretores de seguro de São Paulo."

O golpe envolve a falsificação de documentos e contaria com auxilio de pessoas em hospitais, delegacias e funerárias. Acusados já foram presos, mas a polícia acredita que várias quadrilhas aplicam o golpe em todo o país.

Veja a reportagem completa: "Papa-defuntos" são suspeitos de golpes

No Piauí, já teve família que, depois da morte do pai dentro de casa, foi orientada a deixá-lo numa estrada próxima para que fosse atropelado e ela pudesse receber a indenização do DPVAT, conta Leôncio de Arruda, do sindicato dos corretores de seguro de São Paulo.

No Rio Grande do Sul, atestado de óbito da morte depois de atropelamento e até enterro foram feitos de uma andarilha que andava sumida, mas que segue viva até hoje. A intenção dos golpistas eratentar receber a verba do seguro obrigatório, de acordo com a principal hipótese de investigação da polícia.

Também no Sul do país, familiares de duas vítimas --Rodinei Bordim de Lima e Eugênio Noronha-- deram procuração para uma empresa mediante a antecipação dos pagamentos, com desconto de até 20%.

O dinheiro, entretanto, já havia sido sacado por golpistas em bancos do Norte e Nordeste. "Há uma cadeia de fraudes e uma grande indústria de pagamento fraudulento, com estratégias das mais diversificadas", afirma Litia Cavalcanti, promotora do Maranhão que ingressou neste ano com ação penal contra um grupo de 12 acusados de golpes no DPVAT.

"Pegamos só uma quadrilha por enquanto, mas existem muitas, porque a facilidade é grande. Deveria haver maior rigidez nos pagamentos", diz. Segundo ela, além da falsificação de certidões de óbito e boletins de ocorrência, as quadrilhas costumam ter auxílio de profissionais de hospitais, de IML (Instituto Médico Legal), delegacias e de funerárias.

Um dos esquemas, segundo a Fenaseg, abrange a ação dos chamados "papa-defuntos". Eles buscam pessoas geralmente humildes e sem instrução para receber procurações de saque do seguro obrigatório.

Em troca, iludem as vítimas oferecendo assistência e bancando os gastos do enterro, inferiores aos R$ 13.500 da indenização do DPVAT por morte.

Também vão atrás de indigentes encontrados mortos para que eles sejam documentados como vítimas de acidente de trânsito, facilitando a falsificação de outros documentos.

Em Goiás, a polícia prendeu meses atrás um homem de Barretos (424 km de São Paulo) acusado de liderar uma quadrilha de fraude do DPVAT em oito Estados. O esquema envolveu "centenas" de indenizações, segundo o delegado Glaydson Costa Carvalho.

"Eles falsificavam BOs do acidente, certidões de óbito e procurações, criando nomes fictícios, usando nomes de pessoas vivas e até de pessoas que já tinham morrido", afirma.

Intermediários

A recomendação quase que unânime entre profissionais do setor é que as vítimas de acidentes de trânsito não recorram a intermediários para obter as indenizações.

A própria Susep (Superintendência de Seguros Privados), em seu site, avisa: "O interessado deve ter cuidado ao aceitar a ajuda de terceiros, pois são muitos os casos de fraudes e de pagamentos de honorários desnecessários".

A orientação para não ser alvo de golpes é que os requerimentos sejam feitos após consultar procedimentos pelo site (www.dpvatseguro.com.br) ou por centrais de atendimento da Fenaseg (0800-221204) ou da Susep (0800-218484).

"Quem cobra comissão são os aproveitadores da situação", afirma Leôncio de Arruda, do sindicato dos corretores de seguro de São Paulo, dizendo que a entidade também faz encaminhamentos, mas de graça.

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