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28/07/2011 - Midiamax Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

'Vítima' de falso sequestro diz que bandidos quase enfartaram idosa com golpe telefônico

Por: Eliane Souza


“Hoje eu estava valendo cinco mil reais”, brinca Marinete Neves dos Santos, depois de viver momentos de angústia ao saber que a mãe, Valdevina Neves dos Santos, 74 anos, quase caiu no golpe do falso seqüestro ao tentar depositar dinheiro em conta bancária de falsários. A sorte da idosa foi o alerta de um farmacêutico.

Os momentos de angústia da idosa começaram por volta das 15h desta quarta-feira. Moradora no bairro Aero Rancho, ela estava sozinha em casa quando recebeu uma ligação em seu telefone residencial. Ao telefone um homem disse que tinha seqüestrado sua filha Marinete e exigia um depósito de R$ 5 mil para não matá-la.

Desesperada, dona Valdevina dizia que não tinha esta quantia, mas que dispunha de R$ 200. Com ameaças, o homem disse para fazer o depósito, mas tentar mais dinheiro, ou caso contrário a vítima poderia morrer. O estelionato foi arquitetado ainda com a ajuda de uma mulher que chorava se passando pela filha da idosa que estava em apuros.

Hipertensa e com outros problemas de saúde, dona Valdevina contou à reportagem que não sabe de onde tirou forças para se manter de pé e ir até uma farmácia nas proximidades – que é correspondente bancário – para fazer o depósito.

Ao pedir ajuda ao funcionário para fazer o depósito, já que com o nervoso, e um princípio de infarto, anotou o número da conta com uma letra praticamente indecifrável, ela foi orientada de que poderia estar caindo no golpe do falso seqüestro.

Depois de um período de conversa, o rapaz da farmácia convenceu a idosa a procurar um pelotão da Polícia Militar que fica próximo, no mesmo bairro, o Aero Rancho. Ao saber da situação de possível seqüestro, um militar acionou o Ciopos (Centro Integrado de Operações Policiais), que passou uma mensagem para o pelotão que atende o bairro onde a suposta vítima mora, o Estrela do Sul.

Enquanto o pelotão de motos do Nova Lima se deslocava para checar se Marinete estava em casa, a irmã dela ligou em seu celular e questionou sobre seu paradeiro. “Coincidentemente hoje eu estava em casa e deitada. Até brinquei que hoje a vida era de rainha. Minha irmã, não acreditando, contou sobre a ligação que nossa mãe recebeu dizendo que eu estava seqüestrada”, lembra.

Marinete conta que, no começo, pensou que era uma brincadeira. Mas, vendo o nervosismo da mãe, desconfiou de que ela era mais uma vítima do golpe do falso seqüestro. Logo em seguida os policiais militares do Pelotão Nova Lima chegaram e certificaram que tudo não passava de uma tentativa de estelionato.

Marinete ainda relembra que tentava falar com a mãe, mas o telefone não atendia. Depois descobriu que os falsários ordenaram que a idosa tirasse o telefone da tomada, fizesse o depósito e só depois ligasse para eles em um número do Rio de Janeiro (21 9281-7670).

O golpe

A assessoria de imprensa da Polícia Civil orienta que em casos de ligações relatando seqüestros devem ser imediatamente comunicadas para a polícia, independente de ameaças de quem ligou pedindo para que ninguém seja avisado. Outra orientação é a pessoa tentar ligar para a suposta vítima.

Normalmente este tipo de golpe é praticado por presos que de forma ilícita conseguem ter acessos a aparelhos celulares e começam a ligar tentando estelionatos. Na maioria das vezes estes aparelhos são produto de roubo ou furto, e isto dificulta chegar ao verdadeiro culpado.

O delegado Sidnei Alberto relata que golpes considerados menores, como a compra de cartões com créditos para telefones móveis, são muito comuns. “Eles ligam, pedem créditos, e, para dar credibilidade, dizem que é de alguma promoção. Pedem que a pessoa compre produtos de determinadas marcas e passem a numeração do código de barras”, diz.

Neste caso, quando descobrem que foram vítimas, pelo prejuízo pequeno, as pessoas acabam não registrando a ocorrência.

Há outros golpes aplicados por telefone, como do falso mecânico, onde o falsário liga dizendo ser um parente com carro estragado em local ermo e que precisa de dinheiro ou crédito de celular para pedir socorro.

Um caso envolvendo autoridade política do estado aconteceu na semana passada. Um falsário ligou se passando por alguém que estava com o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) numa estrada com o carro estragado. O plano, mais audacioso, era o de ligar para prefeituras pedindo depósitos bancários para um socorro rápido do parlamentar. Teve gente que caiu.

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