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21/08/2007 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Irmão já está condenado a 36 anos por ´lavagem´

Por: Fernando Ribeiro


Em recente sentença da Justiça Federal, o irmão de ‘Rogério Bocão’, o também empresário José Charles Machado de Morais, foi condenado a uma pena definitiva de 36 anos e dois meses de prisão por sua participação direta no furto do Banco Central.

Charles, conforme as investigações da Polícia Federal, foi quem levou os criminosos à revendedora de veículos ‘Brilhe Car’, onde a quadrilha comprou, de uma só vez e à vista, 11 automóveis.

Também Charles se responsabilizou pelo transporte dos carros para São Paulo. Os veículos foram recheados de dinheiro do BC e colocados numa ‘cegonha’ da empresa J.E. Transportes, do empresário. Feito isso, a ‘cegonha’ partiu de Fortaleza na manhã do dia 7 de agosto em direção à capital paulista.

Cegonha

Mas, no dia seguinte, o roubo foi descoberto e, na tarde do dia 10, policiais rodoviários federais interceptaram a carreta na BR-040, no Município de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Charles estava na ‘cegonha’ em companhia do motorista (seu funcionário). Ele foi recambiado para Fortaleza e prestou depoimento na PF. Teve prisão preventiva decretada e não saiu mais da cadeia.

Charles e o irmão, Rogério, passaram a ser apontados com o elo de ligação entre a quadrilha interestadual que realizou o roubo e os empresários José Elizomarte Fernandes Vieira, o ‘Neném’; e Francisco Dermival Fernandes Vieira, donos da revenda ‘Brilhe Car’ .

Charles ajudou, inclusive, os criminosos a conduzir até a revenda cerca de R$ 990 mil, em espécie (todo em notas de R$ 50,00) para efetuar o pagamento dos 11 carros comprados com o objetivo de transportar parte do dinheiro roubado. Nos carros foram encontrados cerca de R$ 5 milhões.

A partir da confirmação desta ligação, a Polícia Federal passou a fazer investigações em outros estados brasileiros. O alvo principal era São Paulo, para onde iria seguir a carreta ‘cegonha’ com os automóveis comprados na ‘Brilhe Car’.

Na recente sentença da Justiça Federal sobre o caso, José Charles de Morais foi condenado por prática de crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

No mesmo processo, outros 10 acusados de envolvimento no caso foram também condenados. São eles: José Elizomarte Fernandes Vieira (a três anos de reclusão), Francisco Dermival Fernandes Vieira (mesma pena), Antônio Edimar Bezerra (53 anos de prisão), Marcos de França (47 anos de cadeia), Flávio Augusto Mattioli (21 anos), Marcos Ribeiro Suppi (25 anos), Marcos de França (53 anos), Deusimar Neves Queiroz (36 anos e dois meses de reclusão) e Pedro José da Cruz, o ‘Pedrão’ (47 anos).

O único condenado nesta primeira leva de sentenças e que permanece em liberdade é o réu Francisco Álvaro da Cruz. Ele foi sentenciado a três anos de reclusão em regime semi-aberto, além do pagamento de 100 dias-multa.

Outros

Em decorrência do grande número de réus, a Justiça decidiu desmembrar o processo em várias partes. Os primeiros julgados foram aqueles que já estavam presos preventivamente. Aqueles ainda foragidos ou que foram recentemente capturados serão ainda julgados.

Um deles é Raimundo Laurindo Barbosa Neto, o ‘Neto Laurindo’ preso pela Polícia Federal em outubro do ano passado na cidade de Parnaíba (PI), por ocasião da operação ‘Facção Toupeira’. ‘Neto Laurindo’ , à exemplo de Charles, ‘Bocão’ e ‘Alemão’, é natural da cidade de Boa Viagem (CE). O bandido teria ficado com cerca de R$ 4,8 milhões do total de R$ 164,7 milhões roubados no Banco Central. Depois, a PF prendeu outras quatro pessoas da família de ‘Neto Laurindo’, também ligadas ao caso BC.

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