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18/08/2011 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Standard & Poor's investigada por fraude nas hipotecas


Ainda antes de a Standard & Poor's ter baixado o 'rating' dos EUA, a agência de notação financeira já estava a ser investigada por suspeita de que tenha cometido fraude na avaliação das garantias que sustentavam os créditos hipotecários que estiveram na origem da crise do 'subprime' e que mergulharam a economia mundial na pior crise financeira em décadas.

De acordo com o The New York Times, a maior agência de 'rating' dos EUA está a ser investigada pelo Departamento de Justiça norte-americano, que já inquiriu várias testemunhas. Não se sabe ainda se a justiça norte-americana está também a investigar as outras grandes agências de notação financeira, a Moody's e a Fitch. Mas o NY Times diz que a Comissão de Valores Mobiliários (SEC, sigla em inglês) decidiu analisar a hipótese de avançar com processos na justiça cível pelo papel destas agências na crise do 'subprime' e que está a investigar pelo menos a S&P.

Segundo fontes contactadas pelo jornal nova-iorquino, os investigadores do Departamento de Justiça têm perguntado aos inquiridos sobre "situações em que os analistas da companhia queriam atribuir notações mais baixas a obrigações hipotecárias mas que podem ter sido desautorizados por outros gestores da S&P". "Se o governo encontrar provas suficientes que sustentem um processo, que deverá ser um processo cível, isto poderá minar a habitual alegação da S&P de que os seus analistas actuam de forma independente relativamente aos seus interesses nos negócios", escreve o NY Times, lembrando as críticas aos procedimentos secretos seguidos pela agência no 'rating' de países e empresas e à falta de competência e credibilidade dos seus analistas, que cometeram um erro de cálculo na argumentação que levou à baixa da notação da dívida soberana dos EUA.

Durante o 'boom' do crédito hipotecário nos EUA, as agências de notação financeira classificaram sucessivamente com notas elevadas créditos de risco e sem sustentabilidade, dando a sensação aos investidores de que esses créditos eram seguros, ao mesmo tempo que as próprias agências, pagas pelas empresas, países e instituições que querem ser classificadas, batiam recordes nos seus lucros. As agências são acusadas de fornecer à SEC informação incompleta ou fora de prazo sobre os fundos hipotecários e de terem ignorado os indícios claros dos riscos que representavam as hipotecas 'subprime'.

Richard Sylla, professor da Stern School of Business, da Universidade de Nova Iorque, sugere "mudanças na lei que obriguem as agências a mudarem os seu modelo de negócio", nomeadamente proibi-las de serem pagas pelas empresas e países que avaliam e passarem a ser financiadas pelas entidades que usam os seus 'ratings'. Na situação actual, pode haver conflitos de interesse que levem as agências a sobrevalorizar as notas dos seus clientes para os satisfazer e garantir o seu financiamento.

A S&P nada disse sobre a investigação. Apenas adiantou que recebeu pedidos de várias agências federais nos últimos anos, que continua a cooperar com essas entidades e que não as impede de falar com antigos empregados.

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